Falha na Justiça Eleitoral impede brasileiros de votar em Londres
Dezenas de eleitores brasileiros residentes em Londres foram surpreendidos ao descobrir que seus títulos haviam sido transferidos para Edimburgo sem aviso prévio.

Foto: - Brasileiros votam em Londres/Foto: Reprodução de Vídeo · Original e licença
Pelo menos 50 brasileiros foram impedidos de exercer o direito ao voto em Londres neste domingo (25). Ao chegarem aos locais de votação, os eleitores descobriram que seus registros haviam sido transferidos para Edimburgo, na Escócia, sem qualquer comunicação prévia por parte da Justiça Eleitoral.
Segundo apuração da CNN, o incidente foi o principal entrave registrado na capital britânica durante o pleito. Os casos foram formalizados e serão encaminhados ao tribunal responsável pelas eleições no exterior, em Brasília, para análise e eventuais correções.
A situação decorre da reorganização das jurisdições consulares. Até 2022, brasileiros residentes no Reino Unido votavam em Londres. Com a criação do Consulado-Geral em Edimburgo, cidades como Manchester, além da Escócia e Irlanda do Norte, passaram a integrar a nova jurisdição. A Justiça Eleitoral alega que eleitores que selecionaram essas localidades no momento do cadastro foram automaticamente vinculados à nova zona eleitoral escocesa.
Entre os prejudicados está Deuclésio Júnior, que relatou ter sido transferido de forma arbitrária. O eleitor, que reside em Londres, afirmou que não solicitou qualquer alteração em seu domicílio eleitoral. Sem conseguir votar, os cidadãos afetados deverão justificar a ausência ou enfrentar o desafio logístico de se deslocar até a Escócia em um eventual segundo turno.
Em resumo
- Pelo menos 50 brasileiros foram impedidos de votar em Londres por erro no registro eleitoral.
- Títulos foram transferidos para Edimburgo sem aviso prévio aos eleitores.
- A Justiça Eleitoral justifica a falha como reflexo da reorganização das jurisdições consulares.
- Casos serão encaminhados para avaliação das autoridades competentes em Brasília.
Fonte: Revista Fórum

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