Política · Justiça

Requião Filho articula na PGR blindagem para canal de mobilização de Lula

Deputado estadual apoia medida para evitar bloqueios administrativos no canal 'Exército do Lula', que reúne mais de 10 milhões de seguidores no WhatsApp.

Foto: Requião Filho Crédito: Eduardo Matysiak · Original e licença

O deputado estadual e presidente do PDT no Paraná, Requião Filho, manifestou apoio a uma representação enviada à Procuradoria-Geral da República (PGR) com o objetivo de proteger o canal “Exército do Lula” no WhatsApp. A ferramenta, gerida pelo deputado federal André Janones, é um dos principais eixos de mobilização da campanha e conta com uma base de mais de 10,1 milhões de seguidores.

A iniciativa surge em um momento de intensa disputa jurídica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na última quinta-feira (22), o presidente da Corte, ministro Nunes Marques, requisitou relatórios técnicos sobre o funcionamento do grupo. No dia seguinte, o ministro Floriano de Azevedo Marques emitiu uma liminar proibindo que a presidência do tribunal suspenda ou restrinja o canal por via administrativa até que o plenário delibere sobre o caso.

Ao defender a medida, Requião Filho argumentou que o acesso à informação é um pilar da democracia. “Eventuais irregularidades precisam ser investigadas, mas sempre dentro da lei”, afirmou o parlamentar. A representação busca que a PGR analise o histórico de decisões e avalie a possibilidade de levar o debate ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

Os defensores da ação sustentam que o bloqueio integral da ferramenta, especialmente na reta final da campanha, causaria danos irreversíveis ao direito de participação política de milhões de eleitores. O documento enfatiza que o objetivo não é blindar administradores de investigações, mas assegurar que qualquer restrição siga estritamente o devido processo legal e as competências constitucionais.

Em resumo

  • Requião Filho apoia representação na PGR para evitar bloqueios administrativos no canal 'Exército do Lula'.
  • O canal, administrado por André Janones, possui mais de 10,1 milhões de seguidores.
  • Uma liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, impede atualmente a suspensão do grupo pelo tribunal.
  • A medida busca que a PGR avalie levar o caso ao STF para garantir o respeito às garantias constitucionais.

Fonte: Brasil 247

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