Política · Justiça

TSE pressiona Prefeitura de SP após denúncias de frota reduzida no dia da eleição

Tribunal Superior Eleitoral exige explicações da gestão Ricardo Nunes sobre a circulação de ônibus abaixo do determinado para o segundo turno.

Foto: Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo (SP) Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil · Original e licença

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que a Prefeitura de São Paulo apresente, no prazo de uma hora, justificativas para a redução da frota de ônibus na capital paulista neste domingo (25). A decisão ocorre em meio ao segundo turno das eleições de 2026, após relatos de eleitores sobre dificuldades de locomoção para os locais de votação.

Monitoramento realizado pelo aplicativo Businfo indicou que, por volta das 13h20, apenas 71,7% da frota municipal estava em circulação. O levantamento aponta que, dos 13.790 veículos disponíveis, 3.898 permaneciam nas garagens. Em contraste, o Rio de Janeiro operava com a totalidade de seus ônibus no mesmo período.

A medida do TSE responde a uma denúncia formalizada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apontou a escassez de transporte em bairros da zona leste, como o Itaim Paulista. Além da frota urbana, a equipe de campanha relatou problemas na disponibilidade de passagens rodoviárias entre a capital e cidades como Campinas, Sorocaba, Santos e Ribeirão Preto.

A Justiça Eleitoral havia estabelecido, ainda no sábado (24), que a Prefeitura e a SPTrans deveriam manter 100% da frota em operação, seguindo os parâmetros de dias úteis. Em nota, a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) informou que as concessionárias foram notificadas sobre a ordem judicial, embora não tenha especificado o momento exato do aviso.

Em resumo

  • O TSE deu uma hora para a Prefeitura de SP explicar a circulação de apenas 71,7% da frota.
  • A Justiça Eleitoral havia determinado a operação de 100% dos ônibus neste domingo.
  • A campanha de Lula denunciou a falta de transporte e dificuldades em viagens intermunicipais.

Fonte: Brasil 247

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