Especialista aponta falha de Kassio Nunes Marques na crise do transporte eleitoral
Advogado eleitoral critica a demora do presidente do TSE em agir contra a redução de ônibus no dia da votação, forçando intervenção do STF.

Foto: O ministro Cristiano Zanin, durante sessão do STF. (Foto: Gustavo Moreno/STF) · Original e licença
A atuação do ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi alvo de duras críticas pelo advogado eleitoral Fernando Neisser neste domingo (25). Em entrevista ao ICL Notícias, o especialista apontou que o magistrado foi lento ao responder às denúncias de boicote ao transporte público, que afetaram o deslocamento de eleitores em diversas capitais e cidades brasileiras.
Relatos de frotas reduzidas e ônibus retidos em garagens surgiram em locais como São Paulo, Salvador, Petrópolis, Teresina e João Pessoa. Segundo Neisser, o cenário era claro o suficiente para uma intervenção imediata, mas o presidente do TSE optou por solicitar novos esclarecimentos em vez de garantir a circulação dos veículos, ignorando a urgência do pleito.
Diante da inércia, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), interveio após ser acionado pelas campanhas e determinou a prorrogação do horário de votação até as 19h. Para Neisser, a decisão de Zanin foi tecnicamente correta e necessária para preservar a autoridade do Supremo, que já havia estabelecido a obrigatoriedade do transporte gratuito no dia da eleição.
A crise no transporte também atraiu a atenção da Organização dos Estados Americanos (OEA), que confirmou estar monitorando as denúncias. O advogado alerta que a extensão do horário de votação, embora necessária, cria um ambiente de insegurança jurídica que pode ser explorado por derrotados para questionar a validade do pleito nos tribunais.
Em resumo
- Fernando Neisser criticou a demora de Kassio Nunes Marques em resolver a falta de ônibus no dia da eleição.
- O ministro Cristiano Zanin (STF) prorrogou a votação até as 19h após o pedido das campanhas.
- A OEA acompanha as denúncias de irregularidades no transporte público.
- Especialistas temem que o episódio gere contestações judiciais sobre o resultado do segundo turno.
Fonte: ICL Notícias

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