Inércia de Nunes Marques no TSE gera crise e revolta entre ministros do STF
A demora do presidente do TSE em agir contra a redução de ônibus no segundo turno gerou indignação no Supremo e prejudicou o acesso de eleitores às urnas.

Foto: Kassio Nunes Marques Crédito: Luiz Roberto/TSE · Original e licença
O segundo turno das eleições deste domingo, 25 de outubro, foi palco de um desgaste institucional severo. Integrantes do Supremo Tribunal Federal expressaram forte descontentamento com a condução do pleito pelo ministro Nunes Marques, que preside o Tribunal Superior Eleitoral. A cúpula do Judiciário avaliou que o magistrado falhou ao não responder com agilidade aos relatos de boicote ao transporte público, que impediram milhares de cidadãos de chegarem às suas seções eleitorais.
Relatos apontam que o comando do TSE foi notificado logo nas primeiras horas do dia sobre a escassez de veículos em centros urbanos estratégicos. Em vez de determinar ações imediatas para garantir a circulação, Nunes Marques optou por um rito burocrático de coleta de informações, postura que foi interpretada por seus pares no STF como uma omissão grave diante de um direito fundamental sob ataque.
O impacto foi sentido com força em São Paulo e Salvador. Na capital paulista, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou que apenas 60% da frota estava nas ruas, desrespeitando ordens judiciais prévias. O prefeito Ricardo Nunes, por sua vez, refutou as acusações e sustentou que o serviço operava dentro da normalidade. Já em Salvador, a Justiça local precisou intervir para forçar a normalização do transporte.
A tentativa de mitigar o prejuízo veio apenas no final da tarde, quando o ministro Cristiano Zanin autorizou que a votação fosse estendida até as 19h. Contudo, a medida chegou tarde demais para grande parte do eleitorado, já que muitas seções eleitorais haviam encerrado suas atividades conforme o cronograma original, tornando a extensão inócua para quem dependia do transporte público e não conseguiu chegar a tempo.
Em resumo: - A demora de Nunes Marques em agir contra a redução de ônibus no dia da eleição causou revolta entre ministros do STF. - Denúncias de frota reduzida em São Paulo e Salvador dificultaram o acesso de eleitores às urnas. - A prorrogação do horário de votação por Cristiano Zanin foi tardia e não alcançou todos os prejudicados.
Fonte: Brasil 247

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