Kátia Abreu dispara contra Nunes Marques em meio ao caos no transporte público
Ex-senadora acusa presidente do TSE de interferência eleitoral enquanto cidades enfrentam redução drástica na frota de ônibus durante o segundo turno.

Foto: Kátia Abreu Crédito: Brasil 247 · Original e licença
O segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25) foi marcado por um clima de tensão e denúncias graves envolvendo a oferta de transporte público em diversas capitais e municípios brasileiros. A ex-senadora Kátia Abreu utilizou as redes sociais para tecer críticas severas ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acusando-o de interferir no pleito.
Em publicação na rede social X, a ex-senadora afirmou que o magistrado estaria agindo para favorecer uma suposta fraude, declarando que ele estaria "roubando essa eleição na base da toga". A manifestação ocorre em um cenário onde partidos políticos, especialmente a coligação que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acionaram a Justiça Eleitoral para denunciar a redução da circulação de ônibus, o que dificultaria o acesso dos eleitores às urnas.
Em São Paulo, a coligação Brasil Pronto Pra Mais denunciou que apenas 60% da frota estava em operação, descumprindo uma decisão do juiz Tiago Ducatti Machado, que exigia a totalidade dos veículos sob pena de multa de R$ 100 mil. Já na Bahia, a situação escalou para uma ordem de prisão contra o secretário de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, após fiscalização flagrar veículos parados em garagens do sistema BRT.
Questionado sobre as ocorrências, o ministro Kassio Nunes Marques reconheceu, em entrevista coletiva, que existem dificuldades pontuais no transporte em algumas localidades, mas garantiu que medidas corretivas estão sendo adotadas pelos tribunais regionais. O presidente do TSE também determinou que o TRE da Bahia e a Procuradoria Eleitoral prestassem esclarecimentos urgentes sobre os problemas relatados no estado.
A legislação eleitoral, por meio da Resolução nº 23.751/2026, torna obrigatória a oferta de transporte coletivo gratuito com frequência equivalente à de dias úteis. A redução injustificada do serviço pode configurar crime eleitoral, comprometendo o direito fundamental ao voto.
Em resumo
- Kátia Abreu acusou o presidente do TSE de interferência no processo eleitoral.
- Denúncias de redução de frota em São Paulo e cidades baianas geraram ordens judiciais e pedidos de prorrogação da votação.
- O TRE-BA determinou a prisão do secretário de Mobilidade de Salvador por irregularidades na oferta de ônibus.
- Nunes Marques reconheceu falhas pontuais e afirmou que a Justiça Eleitoral está atuando para normalizar o serviço.
Fonte: Brasil 247

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