Alcolumbre projeta maioria para seguir no comando do Senado e blinda STF contra ataques
O atual presidente do Senado articula sua permanência no cargo para 2027, apostando em uma coalizão ampla e na manutenção da estabilidade institucional frente à oposição.

Foto: Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia do Alcolumbre. Na pauta, o refinanciamento da dívida de produtores rurais (PL 5.122/2023), além da indicação de Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) (OFS 4/2026). - Foto: Carlos Moura/Agência Senado · Original e licença
Davi Alcolumbre, atual presidente do Senado, iniciou as movimentações para garantir sua permanência na liderança da Casa a partir de fevereiro de 2027. Em conversas reservadas, o parlamentar do União Brasil afirmou que já mapeou o apoio de 48 senadores, número que supera a marca de 41 votos necessária para assegurar a vitória no pleito que definirá a nova mesa diretora.
A estratégia de Alcolumbre busca consolidar uma frente que transita entre partidos de centro e setores da base governista, mesmo diante de um cenário de renovação parlamentar. O desafio principal reside na nova correlação de forças, marcada pelo crescimento do PL, que passará a deter a maior bancada do Senado, com 29 dos 81 assentos disponíveis. Embora o partido de oposição tenha ganhado musculatura, a legenda ainda precisaria angariar o suporte de outros 12 parlamentares para viabilizar uma candidatura própria, como a de Rogério Marinho.
Além da disputa pelo comando administrativo, Alcolumbre tem sinalizado que não pretende abrir caminho para processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A resistência do senador é evidente na tramitação de documentos como a Petição 19/2026, que pede o afastamento de Alexandre de Moraes e permanece sem despacho oficial desde o início de setembro. Para o atual presidente, a prioridade é manter a estabilidade institucional e evitar o desgaste provocado por pautas de confronto com o Judiciário.
A articulação ocorre logo após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com quem Alcolumbre busca manter um canal de diálogo. O senador defendeu publicamente que o Congresso Nacional deve atuar de forma altiva e focada na pacificação do país. A viabilidade jurídica de sua candidatura é sustentada pelo entendimento do STF na ADI 6524, que autoriza a reeleição para cargos de comando nas casas legislativas desde que ocorra em legislaturas distintas.
Em resumo: - Davi Alcolumbre afirma ter 48 votos para a reeleição à presidência do Senado em fevereiro de 2027. - O PL terá a maior bancada da Casa, com 29 senadores, mas não possui maioria absoluta para ditar a sucessão. - O atual presidente do Senado mantém a postura de não dar seguimento a pedidos de impeachment contra ministros do STF. - A eleição para o comando da Casa ocorrerá em 1º de fevereiro de 2027, logo após a posse dos novos parlamentares.
Fonte: Revista Fórum

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