Política

Violência política: Erika Hilton e Simone Tebet são os principais alvos de ataques nas redes

Levantamento do observatório MonitorA revela que candidatas enfrentaram onda de transfobia, misoginia e etarismo durante o primeiro turno das eleições de 2026.

Foto: Erika Hilton, deputada federal reeleita em São Paulo. Foto: Gabriel Reis/Agência O Globo · Original e licença

O debate eleitoral de 2026 foi marcado por um cenário preocupante de violência política de gênero. Segundo dados do observatório MonitorA, a deputada federal reeleita Erika Hilton (PSOL-SP) foi o principal alvo de ataques diretos nas redes sociais durante o primeiro turno, concentrando 73 ocorrências entre os dias 1º e 4 de outubro. De acordo com a apuração, a transfobia foi o motor de 82,19% das agressões sofridas pela parlamentar.

O estudo, que analisou mais de 2 mil comentários em perfis de 143 candidatas, revelou que a hostilidade digital assume diferentes formas. Quando o critério do levantamento combina ataques — que visam inferiorizar a candidata por marcadores como gênero ou identidade — com insultos, a ex-ministra Simone Tebet (PSB) aparece no topo da lista, acumulando 221 registros. Erika Hilton, Soraya Thronicke (PSB-MS) e Marina Silva (Rede) completam o grupo das mais atingidas, concentrando quase 80% das ofensas mapeadas pelo observatório.

A análise detalha como a violência se manifesta contra cada liderança. Enquanto Marina Silva foi alvo recorrente de etarismo, Simone Tebet e Soraya Thronicke enfrentaram majoritariamente a misoginia. O X (antigo Twitter) foi a plataforma onde a maior parte das ofensas foi disparada, concentrando 557 dos casos registrados. O monitoramento, realizado pelo InternetLab, Instituto Democracia em Xeque e Núcleo Jornalismo, também apontou um crescimento de ataques contra as deputadas eleitas Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) e Eduarda Campopiano (PL-SP) logo após o pleito.

Em resumo

  • Erika Hilton liderou em ataques diretos, com a transfobia como principal motivação.
  • Simone Tebet foi a candidata com o maior número de ataques e insultos combinados.
  • O X concentrou a maior parte da violência digital contra as candidatas analisadas.
  • O MonitorA identificou que 79,26% das ofensas foram direcionadas a apenas quatro parlamentares.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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