Política · Justiça

Lula é reeleito com 51,79% dos votos em disputa marcada por extensão de horário

Após votação estendida pelo STF, Lula vence Flávio Bolsonaro com vantagem de 4,4 milhões de votos; oposição promete contestar resultado na Justiça.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25) com 51,79% dos votos válidos, superando o senador Flávio Bolsonaro (PL), que alcançou 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos, consolidando a vitória do petista no segundo turno das eleições presidenciais.

O pleito foi marcado por uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão do horário de votação até as 19h. A medida foi tomada após relatos de dificuldades no transporte público em diversos estados, que teriam prejudicado o acesso dos eleitores às urnas. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 35.521 votos foram registrados após as 17h.

A decisão de Zanin gerou reações imediatas. Enquanto a campanha de Lula apontou problemas na circulação de ônibus, a equipe de Flávio Bolsonaro também solicitou a extensão do horário, citando chuvas e falta de energia em algumas regiões. Após a confirmação do resultado, o senador declarou que pretende acionar o Judiciário para pedir a anulação do pleito.

O presidente do TSE, ministro Nunes Marques, assegurou a integridade do processo eleitoral. Ele explicou que, como a decisão de prorrogação ocorreu após o encerramento de muitas seções, as urnas que já haviam sido fechadas não puderam ser reabertas. O tribunal bloqueou temporariamente a totalização para evitar a divulgação de parciais durante o período de extensão, garantindo a segurança dos dados.

Em resumo

  • Lula foi reeleito com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.
  • A votação foi estendida até as 19h por decisão do STF, resultando em 35.521 votos computados após as 17h.
  • O candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, anunciou que buscará a anulação da eleição na Justiça.
  • O presidente do TSE, Nunes Marques, confirmou a segurança e a legitimidade do processo eleitoral.

Fonte: ICL Notícias

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