Política · Justiça

Sem base legal, tentativa de Flávio Bolsonaro de anular eleição é descartada no TSE

A investida do senador contra a vitória de Lula é tratada como inviável pela Justiça Eleitoral, que reafirma a lisura do pleito apesar das críticas sobre a extensão do horário de votação.

Foto: Kassio Nunes Marques Crédito: Luiz Roberto/TSE · Original e licença

A ofensiva jurídica planejada pelo senador Flávio Bolsonaro para tentar invalidar o resultado das urnas no segundo turno da eleição presidencial não encontra eco nos corredores do Tribunal Superior Eleitoral. Magistrados da Corte avaliam que o questionamento carece de qualquer sustentação técnica capaz de colocar em xeque a legitimidade da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.

O centro da polêmica reside na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu o prolongamento da votação por duas horas. Embora o episódio tenha causado atritos institucionais e críticas de aliados do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, os dados oficiais demonstram que a medida teve impacto irrelevante. Apenas 35.521 eleitores compareceram às urnas após o horário padrão de encerramento, um contingente ínfimo diante da vantagem de 4,4 milhões de votos obtida pelo petista.

Lula garantiu a reeleição com 64,2 milhões de votos, o que representa 51,79% do total, enquanto o candidato do PL somou 59,8 milhões, ou 48,21%. A tentativa de anulação torna-se ainda mais frágil pelo histórico da própria campanha bolsonarista, que chegou a solicitar ao tribunal a ampliação do horário em cidades afetadas por chuvas antes mesmo da decisão do STF.

Após o encerramento do processo, o ministro Kassio Nunes Marques declarou publicamente sua confiança na segurança do sistema eleitoral e ratificou o resultado das urnas. Mesmo diante da posição consolidada da Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro mantém a recusa em aceitar o desfecho e sinaliza que levará a demanda de anulação à esfera judicial.

Em resumo: - Lula foi reeleito com 51,79% dos votos, superando Flávio Bolsonaro por uma margem de 4,4 milhões de sufrágios. - A extensão do horário de votação atingiu apenas 35.521 eleitores, volume insuficiente para alterar o resultado. - O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, confirmou a lisura do pleito.

Fonte: Brasil 247

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