Dados do TSE desmontam tentativa de Flávio Bolsonaro de anular eleição
Com apenas 35 mil votos registrados após as 17h, margem de 4,4 milhões de Lula torna contestação bolsonarista juridicamente inviável.

Foto: Lula Crédito: Ricardo Stuckert · Original e licença
A tentativa da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) de questionar o resultado das urnas perdeu fôlego diante dos números oficiais. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que apenas 35.521 votos foram computados após o horário regimental das 17h. Como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o pleito com uma vantagem expressiva de 4,4 milhões de votos, a contestação é considerada juridicamente inócua por integrantes da Corte.
O impasse teve origem em uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a extensão da votação por duas horas após relatos de dificuldades no transporte de eleitores. Curiosamente, o próprio grupo político de Flávio Bolsonaro havia solicitado anteriormente a prorrogação do horário em diversos estados, como Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, sob a justificativa de fortes chuvas.
Nos bastidores, a medida de Zanin gerou um atrito institucional com o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Enquanto aliados de Nunes Marques apontaram uma suposta interferência indevida, magistrados próximos a Zanin defenderam a urgência da decisão para garantir o direito ao voto. A Procuradoria-Geral Eleitoral chegou a emitir parecer contrário ao adiamento, reforçando que o horário legal deveria ser mantido.
Apesar da tensão, o presidente do TSE chancelou a vitória de Lula e reafirmou a integridade do sistema eletrônico. Mesmo com a derrota consolidada, Flávio Bolsonaro mantém a promessa de acionar a Justiça para tentar anular o segundo turno, ignorando a irrelevância estatística dos votos registrados após o horário oficial.
Em resumo
- Apenas 35.521 votos foram registrados após as 17h, volume insuficiente para alterar o resultado.
- Lula superou Flávio Bolsonaro por uma margem de 4,4 milhões de votos.
- O TSE confirmou a higidez do sistema e a vitória do petista, apesar das contestações da oposição.
Fonte: Brasil 247

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