Aliado de Flávio Bolsonaro, presidente da Colômbia reconhece vitória de Lula
Após convite para posse hipotética, o presidente colombiano Abelardo de la Espriella admitiu o resultado das urnas e defendeu a cooperação entre os países.

Foto: Abelardo de la Espriella, candidato da direita que liderou o primeiro turno nas eleições da Colômbia - Foto: Vanessa ROMERO / AFP) · Original e licença
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, reconheceu neste domingo (25) a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais brasileiras. O mandatário colombiano, que possui alinhamento ideológico com o senador Flávio Bolsonaro (PL), destacou a importância de respeitar a soberania popular expressa nas urnas.
Em publicação nas redes sociais, Espriella traçou um paralelo com o pleito em seu próprio país, onde Lula havia apoiado seu adversário, Iván Cepeda. O presidente colombiano afirmou que, independentemente das divergências políticas, a vontade do povo é sagrada e deve ser acatada. Ele ressaltou que, apesar das diferenças ideológicas, Brasil e Colômbia possuem interesses estratégicos comuns que exigem cooperação mútua.
O reconhecimento ocorre após um episódio curioso no início de outubro, quando Flávio Bolsonaro, em uma transmissão ao vivo, convidou o presidente colombiano para uma suposta cerimônia de posse, que ele projetava para o dia 6 de janeiro. O senador, derrotado no pleito, buscava apoio internacional para sua candidatura.
Lula foi eleito para seu quarto mandato com 51,79% dos votos válidos, superando Flávio Bolsonaro, que alcançou 48,21%. O resultado marca um novo capítulo na política nacional e representa uma derrota para o projeto de poder da família Bolsonaro.
Em resumo
- Abelardo de la Espriella reconheceu a vitória de Lula nas eleições brasileiras.
- O presidente colombiano defendeu o respeito à vontade popular e a cooperação entre os dois países.
- Flávio Bolsonaro havia convidado o mandatário para uma posse hipotética em janeiro.
- Lula venceu o pleito com 51,79% dos votos contra 48,21% de seu adversário.
Fonte: Revista Fórum

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