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Governo Trump trava reconhecimento da vitória de Lula após questionamentos de Flávio Bolsonaro

Administração Trump suspendeu nota oficial de parabenização ao Brasil após alegações de irregularidades feitas pelo senador Flávio Bolsonaro.

Foto: O presidente dos EUA, Donald Trump, gesticula durante um comício do Partido Republicano, na Carolina do Sul - Umit Bektas - 21.out.26/Reuters · Original e licença

A administração de Donald Trump optou por suspender a divulgação de um comunicado oficial que parabenizaria o Brasil pela realização das eleições presidenciais deste domingo (25). A decisão, segundo apuração da jornalista Patricia Campos Mello, da Folha de S.Paulo, ocorreu logo após o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) declarar publicamente que não reconhece a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Departamento de Estado dos Estados Unidos já mantinha um rascunho pronto para ser emitido, seguindo o protocolo diplomático habitual. Contudo, a orientação interna foi de adiar a publicação para avaliar o cenário político. O movimento foi motivado pelas falas de Flávio, que questionou a lisura do pleito citando a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar o horário de votação.

Até o momento, a embaixada dos Estados Unidos no Brasil não apresentou qualquer previsão sobre a emissão de uma nota oficial. O silêncio de Washington contrasta com a postura adotada em 2022, quando o governo de Joe Biden foi um dos primeiros a reconhecer a vitória de Lula, mesmo diante de ataques de Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral.

Enquanto os EUA mantêm cautela, diversas lideranças de direita na América Latina, incluindo aliados próximos da família Bolsonaro como o colombiano Abelardo de la Espriella e o chileno José Antonio Kast, já reconheceram o resultado e parabenizaram o presidente eleito. O governo americano também não se manifestou sobre a derrota de Aleksandar Vucic, aliado de Trump, nas eleições ocorridas na Sérvia.

Em resumo

  • O governo Trump adiou o reconhecimento da vitória de Lula após contestações de Flávio Bolsonaro.
  • O Departamento de Estado possuía um comunicado pronto, mas optou por avaliar a situação.
  • A embaixada dos EUA no Brasil não deu prazo para um posicionamento oficial.
  • Líderes conservadores da América Latina já reconheceram o resultado das urnas brasileiras.

Fonte: Folha de S.Paulo

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