Celso Amorim reage ao silêncio de Trump e reafirma soberania brasileira após reeleição de Lula
Assessor especial da Presidência destaca que o Brasil não aceitará interferências externas e reforça a independência do país diante da postura de Washington.

Foto: Celso Amorim Crédito: Vinicius Loures/ Câmara dos Deputados · Original e licença
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, subiu o tom nesta segunda-feira (26) ao comentar o silêncio do presidente americano, Donald Trump, sobre a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao jornal O Globo, o diplomata foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de contestação externa ao resultado das urnas, que garantiu ao petista um novo mandato com 51,79% dos votos válidos.
Para Amorim, a ausência de uma manifestação oficial da Casa Branca não preocupa o governo brasileiro, uma vez que a legitimidade do pleito já foi reconhecida por diversos líderes globais. O assessor ressaltou que o Brasil busca manter relações diplomáticas saudáveis com os Estados Unidos, mas sob condições de igualdade. "Não somos colônia", declarou o ex-chanceler, sublinhando que a soberania nacional é inegociável.
O cenário diplomático é marcado por tensões prévias, incluindo sanções e tarifas comerciais impostas por Washington. Durante a campanha, Trump demonstrou proximidade com o senador Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno. Enquanto o governo americano evita um posicionamento claro, o Departamento de Estado limitou-se a declarar apoio a eleições livres, sem formalizar o reconhecimento do resultado brasileiro.
Em contrapartida, a vitória de Lula foi celebrada por uma ampla gama de chefes de Estado, incluindo nomes de diferentes espectros ideológicos. Presidentes como José Antonio Kast, do Chile, e líderes de Bolívia, Paraguai e Panamá enviaram cumprimentos, assim como os governantes da Rússia, França, Espanha, Índia e China.
Em resumo
- Celso Amorim afirmou que o Brasil não aceitará interferências dos EUA no resultado eleitoral.
- Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, superando Flávio Bolsonaro no segundo turno.
- Trump ainda não se manifestou, enquanto diversos líderes mundiais já reconheceram a vitória do petista.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.