Política · Justiça

Fora do Brasil, Eduardo Bolsonaro incita comunidade internacional contra resultado das urnas

Após derrota de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro utiliza redes sociais para questionar a lisura do pleito e pedir intervenção externa, ignorando dados oficiais sobre o comparecimento às urnas.

Foto: O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fala com jornalistas em seção eleitoral no Miami Dade College, na Flórida, nos Estados Unidos - Marco Bello - 25.out.26/Reuters · Original e licença

Em uma nova investida contra o processo democrático brasileiro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (26) para solicitar que a comunidade internacional ignore o resultado das eleições presidenciais. Em um vídeo gravado em inglês, o ex-parlamentar, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, alega, sem apresentar qualquer prova, que a vitória do presidente Lula (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi fraudulenta.

Eduardo, que teve seu mandato cassado em dezembro passado e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho de 2026 por coação, tenta deslegitimar a virada histórica de Lula. O presidente foi reeleito com 51,79% dos votos válidos, superando os 48,21% de Flávio. Para sustentar sua tese, o ex-deputado ignora o aumento no comparecimento às urnas no segundo turno, onde a abstenção caiu para 19,2%, o menor índice desde 2006, permitindo que mais de 128 milhões de eleitores exercessem seu direito ao voto.

O ataque de Eduardo também se volta contra a decisão do ministro Cristiano Zanin, do STF, que autorizou a prorrogação do horário de votação até as 19h. A medida foi adotada após o Ministério da Justiça identificar falhas graves na oferta de transporte público em oito estados, o que dificultou o acesso de eleitores às seções. A Polícia Federal já instaurou investigações para apurar as denúncias de restrição ao transporte coletivo durante o pleito.

Em resumo

  • Eduardo Bolsonaro pede que países estrangeiros não reconheçam a reeleição de Lula, alegando fraude sem provas.
  • O ex-deputado ignora o aumento do comparecimento eleitoral e a redução das abstenções no segundo turno.
  • A prorrogação do horário de votação foi uma resposta do STF à falta de transporte público em diversos estados, situação que agora é alvo de investigação pela Polícia Federal.

Fonte: Folha de S.Paulo

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