Alcolumbre articula reeleição no Senado e blinda STF contra investidas do PL
Presidente do Senado projeta 48 votos para manter o cargo em 2026 e descarta pautar pedidos de impeachment contra ministros da Corte.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já articula sua permanência no comando da Casa para 2026. Em conversas reservadas, o parlamentar afirmou contar com pelo menos 48 votos para garantir a reeleição, mesmo diante da expectativa de que o PL forme a maior bancada do Senado, com 29 cadeiras, a partir de fevereiro.
Alcolumbre tem adotado uma postura firme contra a pressão da oposição bolsonarista ao descartar qualquer possibilidade de pautar pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com foco especial na proteção de Alexandre de Moraes. A proximidade entre o senador e o magistrado é apontada como um dos fatores centrais para essa decisão, que visa manter a estabilidade institucional frente às investidas do PL, que planeja lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) na disputa.
Para consolidar seu projeto, Alcolumbre aposta na força do centro político e na articulação com o governo. O cenário de sucessão no Senado espelha a movimentação na Câmara, onde uma ampla coalizão de partidos — incluindo União Brasil, PP, Republicanos, MDB, PSDB-Cidadania, Podemos, PSD e Solidariedade — já declarou apoio à continuidade de Hugo Motta na presidência da Casa. A estratégia busca repetir a aliança que garantiu 444 votos ao deputado paraibano em 2025.
Além da disputa pelas presidências, as negociações envolvem o futuro de Rodrigo Pacheco. Alcolumbre sinalizou que pretende trabalhar pela nomeação do ex-presidente do Senado ao STF ainda este ano, em um movimento que integra acordos costurados com o Palácio do Planalto.
Em resumo
- Davi Alcolumbre projeta 48 votos para se reeleger presidente do Senado em 2026.
- O senador descarta pautar pedidos de impeachment contra ministros do STF.
- O PL, com 29 senadores, pretende lançar Rogério Marinho para enfrentar Alcolumbre.
- Uma ampla coalizão de partidos defende a permanência de Hugo Motta na presidência da Câmara.
Fonte: www.diariodocentrodomundo.com.br

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