Cercado por pedidos de restrição, Flávio Bolsonaro visita o pai em Brasília
Após derrota eleitoral, senador Flávio Bolsonaro enfrenta pressão parlamentar por retenção de passaporte enquanto retoma encontros com o ex-presidente.

Foto: O ex-presidente Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Foto: Divulgação · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) esteve reunido com o ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã desta segunda-feira (26), em Brasília. O encontro ocorreu um dia após a conclusão do segundo turno das eleições, que confirmou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A movimentação acontece em um cenário de crescente pressão política contra o parlamentar. Parlamentares como Duda Salabert (PSol-MG), Otoni de Paula (PSD-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) formalizaram pedidos junto a órgãos como a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal para que o passaporte de Flávio seja retido, impedindo uma eventual saída do país. Até o momento, não há confirmação de qualquer decisão judicial ou intimação da Polícia Federal nesse sentido.
A visita foi possível após o encerramento, em 11 de outubro, de uma suspensão de 90 dias imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A restrição havia sido aplicada em julho, após o senador utilizar redes sociais para divulgar uma carta de apoio do pai, o que o magistrado interpretou como descumprimento de medidas cautelares anteriores. Atualmente, Flávio também atua como advogado do ex-presidente, o que lhe garante prerrogativas para visitas em dias úteis.
Além da pressão por medidas cautelares, o senador contesta o resultado das urnas e anunciou a intenção de judicializar o pleito para tentar anular a votação. Flávio também é investigado por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme 'Dark Horse', que narra a trajetória política de seu pai, acusações que ele nega.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro visitou o pai em Brasília um dia após o segundo turno das eleições.
- Parlamentares solicitaram ao STF e à PGR a retenção do passaporte do senador.
- Não há, até o momento, ordem judicial ou intimação da PF contra o parlamentar.
- O senador contesta o resultado eleitoral e promete recorrer à Justiça.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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