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PF investiga boicote ao transporte público que travou votação em Salvador

Justiça eleitoral apura redução drástica da frota de ônibus na capital baiana durante o segundo turno, com ordens de preservação de documentos e investigação sobre possível crime eleitoral.

Foto: - Ônibus parados em garagem de Salvador - Foto: Manu Dias/Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia (Govba) · Original e licença

A Polícia Federal foi acionada para investigar a drástica redução da frota de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições, realizado neste domingo (25). A medida busca esclarecer se houve uma ação deliberada para dificultar o acesso dos eleitores às urnas, configurando possível crime eleitoral de embaraço ao exercício do voto.

Imagens captadas por drones revelaram centenas de veículos parados em garagens da capital baiana. Enquanto o Procon identificou 944 ônibus retidos nas empresas OT Trans e Integra Plataforma, uma fiscalização da PF constatou uma queda de 42,1% na circulação em um dos locais vistoriados. Diante da escassez de transporte, a população recorreu a caronas solidárias para conseguir votar.

A Prefeitura de Salvador justificou a paralisação alegando uma manifestação de rodoviários motivada pela retirada de adesivos de campanha eleitoral dos veículos. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que, após o atraso, a gestão determinou a liberação da frota, embora relatos de baixa circulação tenham persistido durante o dia.

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) chegou a decretar a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que estava em Paris no momento da decisão. Embora a ordem tenha sido revogada na segunda-feira (26), o tribunal ressaltou que a investigação segue em curso. O TRE também determinou que a prefeitura e as concessionárias preservem, nas próximas 48 horas, todos os documentos referentes à operação do transporte no dia do pleito.

Em resumo

  • PF investiga redução de mais de 50% da frota de ônibus em Salvador no dia da eleição.
  • Procon registrou 944 veículos parados em garagens das empresas concessionárias.
  • TRE-BA determinou preservação de documentos da prefeitura e das empresas para apurar responsabilidades.
  • Prisão do secretário de Mobilidade foi decretada e posteriormente revogada pelo tribunal.

Fonte: Revista Fórum

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