Transportadoras confirmam repasse de ordem judicial para frota total em SP
Entidade patronal detalha como foi o cumprimento da determinação da Justiça Eleitoral para o transporte público no segundo turno das eleições paulistanas.

Foto: Ônibus em circulação neste domingo (25) na cidade de São Paulo - Prefeitura de São Paulo · Original e licença
A organização que congrega as concessionárias de ônibus da capital paulista, conhecida como SPUrbanuss, declarou que foi notificada pela administração de Ricardo Nunes no início da tarde de sábado, dia 24 de outubro. O comunicado oficial exigia que a totalidade dos veículos fosse colocada em circulação durante o domingo de votação, atendendo a uma decisão emanada pela Justiça Eleitoral.
Conforme o relato da entidade, que reúne 13 companhias do setor, o aviso chegou às garagens por volta das 13h59. Diante da urgência, as empresas precisaram cancelar as folgas dos trabalhadores e realizar convocações imediatas. A operação foi sendo normalizada gradualmente, à medida que os motoristas e cobradores se apresentavam para assumir seus postos de trabalho.
O episódio inflamou o cenário político, com legendas ligadas ao governo federal apontando uma tentativa de boicote ao voto popular. A acusação central era de que a gestão municipal teria restringido o transporte para desestimular o comparecimento de eleitores de periferia. O ministro Guilherme Boulos chegou a pleitear a detenção do prefeito diante do ocorrido.
Em resposta, Ricardo Nunes refutou qualquer intenção de sabotagem. O gestor argumentou que apenas cumpriu o rito administrativo ao repassar a decisão judicial assim que ela chegou ao seu gabinete, classificando as críticas da oposição como uma estratégia de desgaste político.
Em resumo
- O SPUrbanuss confirmou que a prefeitura repassou a ordem de frota máxima na tarde de sábado.
- Empresas precisaram convocar funcionários de folga para atender à determinação da Justiça Eleitoral.
- Oposição denunciou suposto boicote ao voto, enquanto o prefeito negou irregularidades e atribuiu as críticas a fins eleitorais.
Fonte: Folha de S.Paulo

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