Política · Justiça

Cúpula do PL articula para frear tentativa de Flávio Bolsonaro de contestar urnas

Lideranças do Partido Liberal buscam convencer o senador a reconhecer a vitória de Lula para evitar novos desgastes jurídicos e políticos à legenda.

Foto: Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto Crédito: Agência Senado I Divulgação · Original e licença

Integrantes da cúpula do Partido Liberal (PL) e aliados próximos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) iniciaram uma ofensiva nesta segunda-feira (26) para tentar convencê-lo a reconhecer a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pressão interna ocorre após o senador anunciar que não aceita o resultado das urnas e que pretende acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a anulação do pleito.

Segundo informações divulgadas pela jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, a ala majoritária do partido avalia que a postura de Flávio é um erro estratégico. O argumento central é que a vantagem de 4,4 milhões de votos obtida por Lula é robusta o suficiente para tornar qualquer tentativa de contestação inócua, além de gerar riscos desnecessários para a sigla.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, é um dos principais nomes resistentes à estratégia do senador. O dirigente tem sinalizado que não pretende repetir o cenário de 2022, quando a legenda foi multada em mais de R$ 20 milhões após questionar o resultado das eleições presidenciais. Naquela ocasião, a investida também resultou em investigações contra o próprio Valdemar por suspeitas de tentativa de golpe de Estado.

Apesar de aliados terem sugerido que Flávio separasse eventuais críticas ao processo eleitoral do reconhecimento da vitória de Lula, o senador optou por um discurso de confronto. Agora, a cúpula do partido trabalha nos bastidores para evitar que essa posição individual se transforme em uma pauta institucional do PL.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro insiste em contestar a vitória de Lula, que superou o senador por 4,4 milhões de votos.
  • Lideranças do PL temem que a judicialização resulte em novas multas e desgastes, como ocorreu em 2022.
  • Valdemar Costa Neto resiste em apoiar a investida do senador contra o resultado das urnas.

Fonte: Brasil 247

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