Imprensa global vê vitória de Lula como barreira contra o avanço da extrema-direita
A reeleição de Lula para o quarto mandato repercutiu internacionalmente como um freio ao conservadorismo e uma derrota para a influência de Donald Trump na América Latina.

Foto: Lula e Donald Trump durante encontro em Kuala Lumpur, na Malásia, em outubro de 2025. Foto: Reprodução · Original e licença
A reeleição do presidente Lula (PT) no último domingo (25) repercutiu intensamente nos principais veículos de comunicação do mundo. A imprensa internacional destacou o triunfo do petista sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) como um marco que interrompe a onda de governos de extrema-direita na América Latina e impõe um revés estratégico aos interesses de Donald Trump na região.
Veículos como o Financial Times e o New York Times sublinharam o caráter inédito da virada eleitoral, que garantiu ao petista seu quarto mandato. Para analistas estrangeiros, o resultado impediu que a maior democracia latino-americana seguisse a tendência conservadora observada em países vizinhos nos últimos 18 meses. A Associated Press e a CNN enfatizaram que o pleito brasileiro funcionou como um contraponto direto ao alinhamento com o ex-presidente americano.
A cobertura europeia, representada por jornais como o francês Le Monde e o espanhol El País, classificou o desfecho como uma "virada épica". A análise é de que a mobilização do eleitorado foi decisiva: segundo o jornal argentino La Nación, a abstenção caiu para 19,21%, o menor índice registrado nas últimas duas décadas, fator que permitiu a reversão do cenário do primeiro turno.
Em seu discurso após a confirmação das urnas, Lula adotou um tom firme, declarando que o Brasil "não aceita ser o quintal de ninguém". O petista também sinalizou prioridades para o novo governo, como a regulação das redes sociais e o combate ao que chamou de "representante do milicianismo" em referência ao seu adversário.
Em resumo
- Lula foi reeleito para o quarto mandato após reverter a desvantagem do primeiro turno.
- A imprensa internacional interpretou o resultado como um freio ao avanço da extrema-direita na região.
- A abstenção atingiu 19,21%, o menor patamar dos últimos 20 anos no Brasil.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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