Zanin delimita extensão do horário de votação para garantir direito ao voto
Ministro do STF esclarece que prorrogação de duas horas atinge apenas seções com fluxo pendente, enquanto urnas encerradas seguem para apuração imediata.

Foto: Ministro Cristiano Zanin Crédito: LUIZ SILVEIRA/STF · Original e licença
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, detalhou como deve ser aplicada a extensão de duas horas no horário de votação deste segundo turno. Em despacho referente à Reclamação 101.673, o magistrado pontuou que a medida de exceção é exclusiva para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado o atendimento às 17h, garantindo que o direito ao voto seja preservado onde houve entraves.
A necessidade de um esclarecimento surgiu após o Tribunal Superior Eleitoral comunicar que uma parcela significativa das urnas pelo país já havia finalizado o processo dentro do prazo regulamentar. Diante disso, o ministro orientou que as seções que já tinham encerrado as atividades devem seguir o rito normal de apuração e contagem dos votos, sem qualquer tipo de interrupção ou atraso.
A decisão de ampliar o tempo de votação foi uma resposta direta a queixas apresentadas pelas duas coligações que disputam a presidência. Ambos os lados denunciaram falhas graves na oferta de transporte público, o que impediu que muitos cidadãos chegassem aos seus locais de votação a tempo. Zanin ressaltou que a medida busca mitigar esses danos, assegurando que o processo eleitoral ocorra com a maior participação possível.
O magistrado reforçou que, enquanto as seções que permanecem abertas continuam recebendo eleitores pelo período adicional concedido, o sistema de totalização do TSE deve processar normalmente os boletins das urnas que foram fechadas no horário padrão. O objetivo central da determinação é equilibrar a necessidade de corrigir os problemas de mobilidade com a segurança e a agilidade da apuração dos resultados.
Em resumo: - A prorrogação de duas horas é exclusiva para seções que não encerraram o atendimento às 17h. - Urnas que fecharam no horário regular seguem para apuração imediata. - A decisão judicial foi motivada por denúncias de falhas no transporte público feitas pelas coligações presidenciais.
Fonte: Brasil 247

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