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Flávio Bolsonaro recua de anulação total e tenta cassar chapa de Lula após derrota

Após fracassar na tentativa de questionar o pleito, senador do PL muda o foco jurídico enquanto sofre restrições impostas pelo STF, incluindo a entrega de passaportes e proibição de contato com advogado.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro - Foto: NELSON ALMEIDA / AFP · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL) alterou sua postura política nesta segunda-feira, 26 de outubro, um dia depois de ser derrotado nas urnas. Em vez de insistir na anulação completa do processo eleitoral, o parlamentar comunicou que pretende ingressar com uma ação na Justiça Eleitoral visando a cassação da chapa vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin. A mudança de rumo teria sido motivada por orientações de sua defesa, que considerou a estratégia anterior inviável.

Em suas declarações, o senador alegou que houve abuso de poder econômico e político durante a disputa. Ele também renovou suas queixas contra o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, contestando a medida que estendeu o período de votação até as 19h no dia do pleito. Apesar das acusações, o parlamentar não apresentou evidências concretas que pudessem invalidar o resultado das urnas.

Enquanto tenta articular uma oposição ao futuro governo, Flávio Bolsonaro lida com determinações judiciais severas. O ministro Alexandre de Moraes ordenou o cancelamento de seu passaporte brasileiro e exigiu a entrega de eventuais documentos de viagem estrangeiros. Além disso, o senador está proibido de se comunicar com o advogado Willer Tomaz, devido a um inquérito que apura crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. O parlamentar, que foi abordado pela Polícia Federal após visitar seu pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar, classificou as restrições como uma aberração e negou qualquer intenção de deixar o país.

Em resumo: - Flávio Bolsonaro abandonou a ideia de anular a eleição e agora busca a cassação da chapa de Lula e Alckmin. - O ministro Alexandre de Moraes ordenou o cancelamento do passaporte do senador e proibiu contatos com o advogado Willer Tomaz. - O parlamentar é alvo de investigação por suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Fonte: Revista Fórum

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