Amorim confronta Trump e aponta Meta como real obstáculo nas eleições
O assessor especial Celso Amorim refutou as insinuações de fraude feitas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a vitória de Lula, destacando que a Meta foi quem prejudicou a campanha petista.

Foto: Celso Amorim Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil · Original e licença
O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, reagiu nesta segunda-feira (26) às falas do presidente norte-americano, Donald Trump, que colocou em xeque a lisura do pleito brasileiro. Em conversa com a imprensa, Amorim afirmou que o líder dos Estados Unidos está desinformado e que, se houve algum tipo de interferência indevida no processo, esta partiu da Meta, empresa que gerencia redes como Facebook e WhatsApp.
A equipe de Lula mantém um embate jurídico contra a gigante de tecnologia, sob a alegação de que a plataforma teria dificultado a propagação de materiais favoráveis ao petista, favorecendo o adversário Flávio Bolsonaro. Amorim ironizou a postura de Trump, que, ao mesmo tempo em que sugeriu irregularidades na votação, declarou manter uma boa relação com o presidente brasileiro reeleito.
A vitória de Lula foi confirmada com 51,79% dos votos, superando Flávio Bolsonaro por uma margem de 4,4 milhões de eleitores. Mesmo com a derrota, o candidato do PL busca judicializar o resultado, focando suas críticas na decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu o funcionamento de seções eleitorais até as 19h em locais com problemas logísticos ou climáticos.
Embora Trump tenha classificado a prorrogação do horário como estranha, o Tribunal Superior Eleitoral informou que apenas 35 mil pessoas votaram após as 17h. Esse número é inexpressivo diante da vantagem consolidada nas urnas, sendo insuficiente para alterar o desfecho da disputa. Vale lembrar que a extensão do horário foi um pedido conjunto das duas campanhas, motivado por falhas no transporte público e fortes chuvas que impediram o acesso de eleitores.
Em resumo: - Celso Amorim rebateu as críticas de Trump e acusou a Meta de restringir a campanha de Lula. - O TSE registrou apenas 35 mil votos após as 17h, volume que não altera a vitória de 4,4 milhões de votos. - A campanha de Flávio Bolsonaro tenta anular o pleito questionando a extensão do horário de votação.
Fonte: Brasil 247

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