CNBB parabeniza Lula e defende pacificação nacional em mensagem pós-eleição
Após a reeleição de Lula, a CNBB divulgou carta pedindo diálogo e respeito às instituições, enquanto reafirmou sua posição contrária ao aborto.

Foto: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursa em São Paulo após vitória no segundo turno das eleições 2026 - Amanda Perobelli - 25.out.26/Reuters · Original e licença
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) oficializou, nesta segunda-feira (26), uma mensagem de felicitações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin pela reeleição. O documento, assinado pelo presidente da entidade, cardeal dom Jaime Spengler, e por outros três membros da cúpula, enfatiza a necessidade de superar a polarização que marcou o pleito de 2026.
No texto, os bispos destacam que o momento exige a reconstrução de caminhos para o diálogo e gestos concretos de pacificação. A entidade ressalta que o respeito às diferenças e às instituições deve ser a prioridade, independentemente das escolhas eleitorais feitas pelos cidadãos. Segundo a CNBB, a democracia não deve impedir a busca por convergências em torno do bem comum e da dignidade humana.
Além do apelo pela união, a carta reafirma pautas históricas da Igreja Católica. A entidade defende a "defesa incondicional da vida e da dignidade humana, desde a concepção até seu fim natural", mantendo sua postura contrária ao aborto. A CNBB também elencou desafios urgentes para o novo mandato, como o combate à fome, a redução das desigualdades sociais e a proteção ambiental.
A manifestação ocorre após uma campanha eleitoral marcada por atritos entre a cúpula da CNBB e o candidato derrotado Flávio Bolsonaro. Durante o período, a entidade chegou a ser alvo de acusações por parte do senador, que alegou, sem provas, o envolvimento da instituição na disseminação de notícias falsas. A CNBB negou qualquer participação em estruturas político-partidárias e reiterou seu compromisso com a verdade e a Constituição.
Em resumo
- A CNBB parabenizou Lula e Alckmin pela reeleição, pedindo pacificação e diálogo.
- A entidade reafirmou sua posição contrária ao aborto e defendeu a dignidade humana.
- O documento reforça a necessidade de combater a fome e as desigualdades no país.
- A mensagem surge após tensões públicas entre a CNBB e o candidato derrotado Flávio Bolsonaro.
Fonte: Folha de S.Paulo

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