Alckmin rechaça interferência de Trump e reafirma solidez das urnas brasileiras
Vice-presidente rebateu críticas infundadas do líder americano sobre o pleito e destacou que a soberania popular foi respeitada nas urnas.

Foto: - Vice-presidente, Geraldo Alckmin. Foto: CanalGov/Reprodução · Original e licença
O vice-presidente Geraldo Alckmin saiu em defesa da integridade do processo eleitoral brasileiro nesta segunda-feira (26). Em conversa com a Rede Vanguarda, o gestor classificou como um erro completo as insinuações de Donald Trump, que tentou colocar em xeque a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Para o vice, o posicionamento do republicano carece de qualquer lastro e configura uma intromissão inaceitável nos assuntos internos do país.
A polêmica levantada por Trump mirou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que permitiu o funcionamento de seções eleitorais até as 19h em locais atingidos por chuvas ou dificuldades de transporte. O detalhe ignorado pelo americano é que a medida atendeu a pedidos das campanhas de ambos os candidatos, tanto de Lula quanto de Flávio Bolsonaro.
A matemática das urnas, gerida pelo Tribunal Superior Eleitoral, desmente qualquer teoria de conspiração. Enquanto o total de votos computados após as 17h somou 35.521, a diferença que garantiu a vitória de Lula foi de 4.430.191 votos. Ou seja, a margem do petista superou em mais de 120 vezes o volume total de votos registrados no período estendido, tornando qualquer questionamento sobre o resultado final numericamente irrelevante.
Alckmin reforçou que o jogo democrático exige maturidade para aceitar o veredito das urnas, independentemente do lado vencedor. O vice-presidente pontuou que a alternância de poder é uma regra básica da democracia e que a decisão final sobre quem governa o Brasil cabe exclusivamente ao povo brasileiro.
Em resumo
- Geraldo Alckmin classificou como equivocadas as críticas de Donald Trump sobre a eleição.
- A extensão do horário de votação foi solicitada por ambas as campanhas e não alterou o resultado.
- A vantagem de Lula foi de 4.430.191 votos, superando em 120 vezes o total de votos após as 17h.
Fonte: Revista Fórum

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