Em reta final eleitoral, Netanyahu é acusado de usar ameaça iraniana para se manter no poder
Reportagens apontam que o premiê israelense teria pressionado por ações militares contra o Irã, gerando críticas da oposição e alertas sobre riscos à segurança nacional.

Foto: Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discursa na 81ª Assembleia Geral da ONU Crédito: REUTERS/Mike Segar · Original e licença
Às vésperas das eleições em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu enfrenta uma onda de críticas após ser acusado de instrumentalizar o medo de um conflito com o Irã para garantir sua permanência no cargo. O premiê chegou a publicar uma imagem gerada por inteligência artificial que simula um ataque nuclear contra Tel Aviv, associando sua continuidade no governo à prevenção de um novo Holocausto.
A polêmica ganhou força após o Canal 12 relatar que Netanyahu teria pressionado o chefe do Estado-Maior das forças armadas, Eyal Zamir, a executar uma operação militar contra o Irã. Segundo a reportagem, Zamir resistiu à investida, exigindo garantias jurídicas e consultas formais, sob o temor de que a ação provocasse um erro de cálculo e uma escalada bélica descontrolada. O governo, por meio do ministro da Defesa, Israel Katz, negou qualquer intenção de ataque antes do pleito.
A situação escalou com informações da CNN, que indicam que Netanyahu teria tentado obter o aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para uma ofensiva contra Teerã. De acordo com fontes de segurança, o pedido não recebeu o sinal verde de Washington. Analistas apontam que a movimentação visaria criar um cenário de crise que pudesse influenciar o resultado das urnas ou até mesmo o cronograma eleitoral.
A oposição reagiu duramente às revelações. Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior e principal adversário de Netanyahu, acusou o premiê de tratar a segurança nacional como moeda de troca política. O ex-primeiro-ministro Yair Lapid foi ainda mais incisivo, afirmando que o líder israelense perdeu o controle. Aos 77 anos, Netanyahu busca um novo mandato em um cenário de polarização extrema.
Em resumo
- Netanyahu é acusado de usar o medo de um ataque iraniano para impulsionar sua campanha eleitoral.
- Reportagens indicam que o premiê tentou, sem sucesso, obter apoio dos EUA para uma operação militar contra o Irã.
- Chefia militar israelense teria resistido a ordens de Netanyahu por temer riscos de um conflito maior.
- Lideranças da oposição classificaram a conduta do primeiro-ministro como irresponsável e perigosa para a segurança do país.
Fonte: Brasil 247

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