PF retém passaporte de Flávio Bolsonaro sob suspeita de risco de fuga após derrota
Horas após a confirmação do resultado eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes determinou a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro, citando investigações de lavagem de dinheiro e declarações de familiares.

Foto: - Flávio Bolsonaro com Alfredo Gaspar após derrota para Lula (Sérgio Lima / AFP) · Original e licença
A Polícia Federal agiu rapidamente na noite do último domingo (25) e solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O pedido, protocolado às 21h16, apenas sete minutos após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar o resultado das eleições, foi prontamente atendido pelo ministro Alexandre de Moraes, sem consulta prévia à Procuradoria-Geral da República.
Segundo informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, a medida cautelar foi cumprida na manhã de segunda-feira (26), quando o parlamentar visitava seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. A urgência da solicitação foi justificada pela PF com base em investigações sobre lavagem de dinheiro e no receio de uma possível evasão do país.
O inquérito, que tramita sob relatoria de Moraes, apura conexões de Flávio com o advogado Willer Tomaz, atualmente em Miami e sem previsão de retorno. A PF destacou que Tomaz possui recursos para permanecer no exterior indefinidamente. Além disso, o pedido citou uma declaração pública feita pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro em outubro, na qual sugeriu que o irmão deveria deixar o Brasil caso fosse derrotado nas urnas.
O senador Flávio Bolsonaro manifestou-se por meio de um vídeo nas redes sociais, onde questionou a fundamentação da decisão judicial e criticou o momento em que foi notificado da medida. O caso segue em fase inicial de apuração, focada em movimentações financeiras envolvendo a empresa Alcazar Holding e o setor de apostas.
Em resumo
- A Polícia Federal solicitou a apreensão do passaporte de Flávio Bolsonaro minutos após a confirmação da derrota eleitoral.
- O ministro Alexandre de Moraes autorizou a medida sem ouvir a PGR, citando risco de fuga.
- A investigação apura suposta lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e o senador.
- A defesa de Flávio Bolsonaro contestou a decisão, questionando a validade dos argumentos apresentados pela PF.
Fonte: Revista Fórum

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