China celebra reeleição de Lula enquanto Trump espalha desinformação sobre o pleito
Líder chinês parabeniza Lula pela vitória nas urnas, consolidando laços diplomáticos, enquanto o presidente dos EUA tenta questionar o resultado sem provas, focando em uma decisão judicial sobre o horário de votação.

Foto: Os presidentes Lula e Xi acompanharam as assinaturas dos acordos de cooperação Crédito: Agência Gov · Original e licença
O presidente da China, Xi Jinping, oficializou seu reconhecimento à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, enviando uma mensagem de felicitações ao petista. O gesto reforça a solidez da parceria estratégica entre Brasília e Pequim, em um momento em que o resultado das urnas brasileiras ganha destaque no cenário global.
Enquanto a diplomacia chinesa reafirma a normalidade democrática, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma postura distinta. Sem apresentar qualquer evidência, o norte-americano colocou em dúvida a lisura do processo eleitoral brasileiro. Trump chegou a descrever o pleito como uma eleição fraudada, embora tenha admitido manter uma boa relação com o presidente brasileiro.
O foco das críticas de Trump recaiu sobre a medida adotada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal. O magistrado permitiu que seções eleitorais que enfrentavam dificuldades logísticas, como falhas no transporte público e fortes chuvas, mantivessem as portas abertas até as 19h. A decisão visou garantir o direito ao voto em regiões onde o acesso foi severamente prejudicado.
Celso Amorim, assessor especial para Assuntos Internacionais, reagiu prontamente às falas do líder americano. Em declarações à imprensa, Amorim sustentou que Trump está desinformado e que suas falas são contraditórias. O assessor ainda apontou que, se houve algum obstáculo ao processo, este veio da atuação da Meta, que restringiu conteúdos da campanha petista nas redes sociais.
Apesar da tentativa de Flávio Bolsonaro e de aliados internacionais de questionar a legitimidade do resultado, os números do Tribunal Superior Eleitoral desmentem qualquer impacto decisivo da prorrogação. Apenas 35 mil eleitores votaram após as 17h, um volume ínfimo diante da vantagem de 4,4 milhões de votos que garantiu a vitória de Lula.
Em resumo: - Xi Jinping parabenizou Lula, reafirmando a importância da parceria comercial entre Brasil e China. - Donald Trump questionou o pleito brasileiro sem provas, sendo rebatido por Celso Amorim. - A prorrogação do horário de votação, autorizada por Cristiano Zanin, teve impacto irrelevante no resultado final.
Fonte: Brasil 247

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