Política · Justiça · Segurança

Prefeito catarinense do PL é detido em ofensiva contra desvio de verbas públicas

Gilmar Sani, gestor de Alfredo Wagner, foi alvo de ação do Ministério Público que apura fraudes em contratos e lavagem de dinheiro em Santa Catarina.

Foto: - Gilmar Sani foi preso por corrupção (Divulgação / Prefeitura de Alfredo Wagner) · Original e licença

O Ministério Público de Santa Catarina deflagrou uma ofensiva contra um suposto esquema de corrupção que teria o prefeito de Alfredo Wagner, Gilmar Sani (PL), como figura central. O gestor foi detido nesta terça-feira (27) no âmbito da Operação Dominus Urbis, que apura uma rede de irregularidades envolvendo fraudes em licitações, peculato e lavagem de dinheiro.

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), aponta que o grupo atuava de forma articulada entre agentes públicos e empresários para desviar recursos dos cofres municipais. O nome da operação faz alusão à suspeita de que o prefeito exercia um controle excessivo sobre a administração e a economia local para atender interesses privados.

Ao todo, 51 ordens judiciais de busca e apreensão foram executadas em seis cidades catarinenses, incluindo Palhoça, Blumenau, Xaxim, Ilhota, Bocaina do Sul e o próprio município de Alfredo Wagner. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina ordenou o bloqueio de R$ 2,7 milhões em bens dos envolvidos para assegurar o ressarcimento ao erário.

Durante a ação, as autoridades também efetuaram prisões em flagrante por posse irregular de armamento e crimes de lavagem de capitais. Enquanto a prefeitura de Alfredo Wagner manteve silêncio sobre o caso, a administração de Bocaina do Sul declarou que tem fornecido todos os documentos solicitados pelos investigadores.

Em resumo: - O prefeito Gilmar Sani foi preso sob suspeita de liderar um esquema de corrupção e desvio de verbas. - A operação cumpriu 51 mandados de busca em seis cidades de Santa Catarina. - A Justiça determinou o bloqueio de R$ 2,7 milhões em bens dos investigados. - O caso segue sob sigilo judicial enquanto o Ministério Público aprofunda as apurações.

Fonte: Revista Fórum

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