Nome de Flávio Bolsonaro aparece em lista de voo privado na Argentina
Relato de piloto aponta presença do nome do senador em lista de jato na Argentina, enquanto PF monitora fronteiras após proibição de saída do país.

Foto: Flávio Bolsonaro Crédito: Reuters/Adriano Machado · Original e licença
O nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria sido incluído na lista de passageiros de um jato privado posicionado no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina. A informação foi revelada nesta terça-feira (27) pelo piloto Mauro Mattosinho, que relatou ter obtido o dado de um funcionário do terminal aéreo durante a madrugada.
Segundo o relato, a aeronave, um Gulfstream G400 da empresa Baires Fly S.A., aguardava passageiros para um voo com destino aos Estados Unidos. O funcionário do aeroporto, que não teve a identidade revelada, afirmou que o campo destinado aos dados do congressista na documentação de bordo estava sem preenchimento. A decolagem, inicialmente prevista para as 2h, teria sido paralisada devido a divergências documentais.
A movimentação ocorre sob um cenário de restrição judicial. Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o cancelamento dos passaportes de Flávio Bolsonaro e proibiu sua saída do território nacional. Em resposta, a Polícia Federal intensificou o monitoramento em divisas e rotas aéreas para evitar uma possível fuga.
Até o momento, não há evidências concretas de que o senador tenha deixado o Brasil. Tanto a Polícia Federal quanto a Direção Nacional de Migrações da Argentina informaram que não existem registros oficiais de entrada ou saída do parlamentar. O senador Rogério Marinho (PL-RN) também negou que o aliado tenha deixado o país.
Em resumo
- O nome de Flávio Bolsonaro teria constado em uma lista de passageiros de um jato privado na Argentina.
- O STF proibiu o senador de sair do Brasil e cancelou seus passaportes na última segunda-feira.
- Polícia Federal e autoridades argentinas confirmam que não há registro oficial de movimentação migratória do parlamentar.
Fonte: Brasil 247

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