PF aponta risco de fuga de Flávio Bolsonaro e investiga elo com dinheiro de ex-banqueiro
Após derrota eleitoral, senador não entrega passaporte à Justiça e Polícia Federal investiga possível evasão do país e uso de recursos de Daniel Vorcaro.

Foto: Flávio Bolsonaro e Polícia Federal Crédito: Alessandro Dantas | REUTERS/Leonardo Benassatto · Original e licença
A Polícia Federal (PF) identificou riscos concretos de fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) medidas rigorosas para impedir que o parlamentar deixe o país. O pedido, acatado pelo ministro Alexandre de Moraes, baseou-se na suspeita de que o senador poderia utilizar estruturas de apoio no exterior para escapar das investigações em curso.
A preocupação das autoridades aumentou após o descumprimento do prazo judicial para a entrega do passaporte de Flávio, que se encerrou às 11h desta terça-feira (27). Diante da ausência do documento, a PF iniciou diligências para verificar se o senador já teria deixado o território nacional, desrespeitando a proibição imposta pelo STF.
Segundo informações da corporação, a análise de risco considera declarações públicas de Eduardo Bolsonaro, que defendeu a saída do irmão do Brasil após a derrota na eleição presidencial de domingo (25). Além disso, os investigadores apuram se recursos enviados aos Estados Unidos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, por meio do doleiro Antonio Freixo, teriam sido utilizados para financiar a permanência de Eduardo no exterior.
Outro ponto que reforça a atenção da PF é a presença do advogado Willer Tomaz em Miami desde agosto de 2026. Tomaz, que é investigado ao lado de Flávio Bolsonaro em um inquérito sobre lavagem de dinheiro, possui, segundo os investigadores, capacidade financeira para sustentar uma permanência prolongada fora do Brasil.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro não entregou o passaporte dentro do prazo estipulado pela Justiça e a PF investiga se ele já saiu do país.
- A Polícia Federal apura se recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro foram usados para custear a estadia de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
- O advogado Willer Tomaz, investigado no mesmo inquérito que o senador, encontra-se em Miami desde agosto.
Fonte: Brasil 247

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