Boulos aponta covardia em fuga de Flávio Bolsonaro após derrota eleitoral
Ministro Guilherme Boulos critica senador por deixar o país após descumprir ordem do STF e abandonar base eleitoral em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro.

Foto: Guilherme Boulos Crédito: Ruy Castro ASCOM/SGPR · Original e licença
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro cometeu um desrespeito profundo com seus quase 60 milhões de eleitores ao deixar o Brasil logo após o resultado das urnas. Em entrevista concedida ao Canal Uol nesta terça-feira (27), o integrante do governo Lula sustentou que a partida do parlamentar para os Estados Unidos não configura exílio político, mas sim uma tentativa de escapar das responsabilidades perante a Justiça brasileira.
A saída do senador ocorreu em um cenário de tensão jurídica, já que ele ignorou uma determinação expressa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. A medida cautelar está inserida em um inquérito que apura movimentações financeiras suspeitas, incluindo possíveis esquemas de lavagem de dinheiro que ligariam o parlamentar a plataformas de apostas e ao advogado Willer Tomaz.
Boulos avaliou que a atitude de Flávio Bolsonaro expõe uma contradição entre o discurso de liderança mantido durante a campanha e a postura adotada após a derrota. Segundo o ministro, o senador teria buscado o exterior ao perceber que não contaria com a blindagem que a Presidência da República poderia oferecer caso tivesse vencido o pleito. Para o titular da Secretaria-Geral, o episódio revela o que chamou de DNA de covardia do bolsonarismo, reforçando que o parlamentar deveria permanecer no país para enfrentar os processos dentro do devido processo legal.
Em resumo: - Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos após ser derrotado nas eleições e descumprir ordem do STF para entregar seus passaportes. - O ministro Guilherme Boulos classificou a saída como uma fuga motivada por investigações sobre lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz e empresas de apostas. - O governo federal rejeita a tese de perseguição política e afirma que o senador abandonou seus eleitores para evitar responder aos inquéritos judiciais em curso.
Fonte: Brasil 247

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