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Polícia investiga encenação racista em ato de aliados de Flávio Bolsonaro no Rio

A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura episódios de possível racismo e apologia ao nazismo ocorridos durante o último fim de semana eleitoral.

Foto: Homem acorrentado durante encenação em ato pró-Flávio Bolsonaro (PL-RJ), no último sábado (24), no Rio de Janeiro - Leitor · Original e licença

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) do Rio de Janeiro abriu investigação para apurar uma encenação ocorrida no último sábado (24), durante um ato de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na Barra da Tijuca. Nas imagens que circularam pelas redes sociais, um homem negro aparece acorrentado e carregando um homem branco, identificado como o empresário Carlos Eduardo Martins.

O episódio, que integrava a série de manifestações "Blocos do 22", contou com a presença de aliados políticos, como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). Após a repercussão negativa, Martins e o homem negro que participou da performance divulgaram um vídeo alegando que a cena se tratava de uma sátira política contra o presidente Lula, negando qualquer motivação racista.

O Ministério da Igualdade Racial manifestou repúdio ao ocorrido e encaminhou ofícios ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio. Em nota, a pasta destacou que cenas como essa possuem um significado profundo sobre as marcas que a sociedade ainda carrega como consequência do período escravagista.

Em paralelo, a Polícia Civil do Rio também investiga um caso de apologia ao nazismo registrado no domingo (25). Erica Marques Pinho, de 46 anos, foi identificada após ser filmada realizando uma saudação nazista dentro do Colégio Santo Inácio, em Botafogo, durante o segundo turno das eleições. Segundo relatos, a mulher teria confirmado o gesto ao ser questionada por um eleitor judeu no local.

Em resumo

  • A Decradi investiga uma encenação com conotação racista em ato pró-Flávio Bolsonaro.
  • Envolvidos alegam que a performance era uma sátira política contra o governo Lula.
  • O Ministério da Igualdade Racial acionou órgãos federais e eleitorais sobre o caso.
  • A polícia também apura uma saudação nazista feita por uma eleitora em um colégio de votação no Rio.

Fonte: Folha de S.Paulo

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