Eleições em Israel: Netanyahu sofre revés e país mergulha em incerteza política
Pesquisas de boca de urna indicam derrota da coalizão de Benjamin Netanyahu, mas oposição não alcança maioria necessária para formar governo.

Foto: Benjamin Netanyahu Crédito: ILIA YEFIMOVICH/Pool via REUTERS · Original e licença
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, enfrentou um revés significativo nas eleições parlamentares realizadas nesta terça-feira (27). Segundo pesquisas de boca de urna, a coalizão governista sofreu uma redução expressiva de sua bancada no Knesset, o Parlamento israelense, embora o Likud, partido de Netanyahu, mantenha-se como a maior legenda individual do país.
O cenário aponta para um impasse político. Embora o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot tenha demonstrado vantagem nas projeções, nenhum dos campos conseguiu atingir a marca de 61 cadeiras necessária para assegurar a maioria absoluta. A eleição, marcada pela maior participação popular em mais de duas décadas — atingindo 77,7% do eleitorado —, reflete o desgaste do governo após os conflitos em Gaza, no Líbano e contra o Irã.
Gadi Eisenkot, ex-chefe das Forças Armadas, celebrou o resultado como um sinal de que o eleitorado deseja uma mudança na liderança do país. Em declarações após o fechamento das urnas, o líder oposicionista afirmou que "o público mandou que eles fossem para casa", referindo-se à coalizão de Netanyahu. Apesar da retórica, Eisenkot enfrenta o desafio de articular uma maioria, uma vez que descartou alianças com partidos árabes, que detêm entre 17 e 18 cadeiras e podem ser decisivos nas negociações.
O futuro do governo israelense permanece em aberto enquanto a Comissão Eleitoral Central processa a apuração oficial, um processo que pode levar dias. O presidente Isaac Herzog deverá iniciar consultas com as lideranças partidárias para definir quem terá a tarefa de formar o próximo gabinete. Caso as negociações fracassem, o país corre o risco de enfrentar um novo ciclo eleitoral.
Em resumo
- A coalizão de Netanyahu perdeu força parlamentar, mas a oposição não obteve maioria para governar.
- A participação eleitoral atingiu 77,7%, a maior marca em mais de 20 anos.
- O Likud segue como o maior partido, enquanto o impasse abre caminho para semanas de negociações complexas.
- Partidos árabes, com cerca de 17 a 18 cadeiras, tornam-se peças-chave no xadrez político, apesar da resistência da oposição em compor alianças com eles.
Fonte: Brasil 247

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