Cotado para nova pasta da Segurança, promotor Lincoln Gakiya admite aceitar convite de Lula
Referência no combate ao crime organizado, promotor do Gaeco-SP sinaliza disposição para assumir eventual Ministério da Segurança Pública.

Foto: Promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Lincoln Gakiya. Foto: Lula Marques/Agência Brasil Crédito: Lula Marques/Agência Brasil · Original e licença
O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, nome de destaque no enfrentamento ao crime organizado no Brasil, afirmou que aceitaria um convite para comandar o futuro Ministério da Segurança Pública, caso a pasta seja formalmente oferecida pelo Palácio do Planalto. Em declaração ao jornal O Globo, o integrante do Gaeco-SP ressaltou que, se o convite vier, será uma honra e ele certamente aceitará.
A criação do ministério é uma promessa de campanha do presidente Lula (PT) e depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado, medida prioritária para o governo até o fim deste ano. A proposta visa conferir maior autonomia à União na gestão da segurança e garantir orçamento próprio para a nova estrutura.
Embora o nome de Gakiya seja visto por interlocutores do Planalto como um sinal de rigor contra facções, o governo também avalia alternativas políticas. Entre os cotados, figuram os ex-governadores Rui Costa e Camilo Santana, além de Chico Lucas, atual secretário nacional de Segurança Pública, que conta com o apoio do governador do Piauí, Rafael Fonteles.
Com mais de três décadas de carreira no Ministério Público, Gakiya é reconhecido por sua atuação contra o PCC. Devido às ameaças de morte que sofre, o promotor vive sob escolta permanente. Ele já havia sido sondado anteriormente para a pasta pelo governador Ronaldo Caiado, mas declinou na ocasião para preservar sua aposentadoria.
Em resumo
- Lincoln Gakiya confirmou que aceitaria o cargo de ministro da Segurança Pública se convidado.
- A criação da pasta depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado.
- O governo também analisa nomes como Rui Costa, Camilo Santana e Chico Lucas para a função.
Fonte: Brasil 247

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