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Vice-prefeito de Pirassununga é denunciado ao MP por incitar boicote a comerciantes petistas

Lawrence Patriota, vice-prefeito de Pirassununga, enfrenta representação no Ministério Público após ser acusado de estimular boicote econômico contra empresários que votaram em Lula nas eleições de 2026.

Foto: - O vice-prefeito de Pirassununga Lawrence Patriota/Foto: Reprodução de Vídeo · Original e licença

O cenário político em Pirassununga, no interior de São Paulo, esquentou após o segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O vice-prefeito da cidade, Lawrence Patriota, filiado ao partido NOVO, tornou-se alvo de uma representação no Ministério Público sob a acusação de promover perseguição econômica contra comerciantes e cidadãos que declararam voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A denúncia partiu da vereadora Mirelle Bueno, do PDT, que também protocolou uma nota de repúdio na Câmara Municipal. A parlamentar sustenta que possui provas, incluindo registros de conversas, onde o vice-prefeito sugere o boicote a estabelecimentos específicos por divergências ideológicas. Para a vereadora, a conduta de um agente público deveria ser o oposto, focando no fortalecimento da economia local e na união dos cidadãos, independentemente de suas escolhas nas urnas.

Após a repercussão negativa e a pressão institucional, Patriota recorreu às redes sociais para tentar se explicar. Em um vídeo, ele negou a prática de boicote, mas defendeu que as pessoas deveriam consumir produtos de quem estivesse alinhado com a mesma energia política, o que, na visão de seus críticos, apenas reforça a segregação que ele tentava negar.

A Prefeitura de Pirassununga, ao ser questionada sobre o comportamento do seu vice, optou por se distanciar do caso. Em comunicado oficial, a administração municipal declarou que não emitiria juízo sobre o ocorrido, classificando as falas de Patriota como manifestações de cunho particular e privado, e reforçou que o governo atende a todos os munícipes sem distinção de partido.

O episódio ocorre em um contexto onde o candidato Flávio Bolsonaro obteve uma votação expressiva na cidade, alcançando 67,50% dos votos válidos, enquanto o presidente Lula somou 32,50%. O caso de Pirassununga soma-se a uma série de denúncias de assédio e discriminação política que têm surgido pelo país, levantando debates sobre os limites da liberdade de expressão e a ilegalidade de punir trabalhadores por suas convicções ideológicas.

Em resumo: - O vice-prefeito Lawrence Patriota foi denunciado ao Ministério Público por incentivar boicote a comerciantes que votaram em Lula. - A vereadora Mirelle Bueno apresentou nota de repúdio na Câmara e acionou o MP contra a conduta do gestor. - A prefeitura se recusou a intervir, alegando que as declarações foram feitas em âmbito privado.

Fonte: Revista Fórum

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