Em fuga para os EUA, Flávio Bolsonaro recua e altera carta golpista após repercussão
Após deixar o Brasil sob investigação, senador Flávio Bolsonaro edita documento em que se autoproclamava presidente e passa a se intitular 'líder do Brasil'.

Foto: - Flávio Bolsonaro - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou uma série de edições em uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), logo após sua chegada aos Estados Unidos. No documento, o parlamentar, que foi derrotado nas urnas por Lula (PT), retirou a autoproclamação de "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e substituiu o termo por "líder do Brasil".
A mudança ocorreu após a circulação de diferentes versões do texto nas redes sociais, algumas das quais chegaram a utilizar um brasão antigo da República. Mesmo com a alteração na nomenclatura, o senador manteve o tom de contestação ao resultado das eleições, repetindo acusações de fraude eleitoral sem apresentar qualquer prova que sustente suas alegações.
Flávio Bolsonaro, que viajou para Miami após o ministro Alexandre de Moraes determinar a entrega de seus passaportes em um inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, afirmou que deixou o país por temer perseguição política. Ele agradeceu o acolhimento de figuras como Donald Trump e Javier Milei e declarou que pretende articular a oposição ao governo Lula a partir do exterior, manifestando apoio à candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência do Senado.
Em sua argumentação contra o pleito, o senador criticou a decisão judicial que ampliou o horário de votação, ignorando que a medida foi solicitada pela própria campanha do PL. Dados oficiais apontam que apenas 34 mil votos, ou 0,03% do total, foram computados após as 17h.
Em resumo
- Flávio Bolsonaro editou carta para remover o título de 'presidente eleito', adotando 'líder do Brasil'.
- O senador está nos EUA após ordem judicial para entrega de passaportes em investigação de lavagem de dinheiro.
- O parlamentar contesta o resultado eleitoral sem provas e declarou apoio a Rogério Marinho para o comando do Senado.
Fonte: Revista Fórum

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