Aliados de Flávio Bolsonaro recorrem a desculpa inusitada para justificar erros em carta golpista
Após a divulgação de documento com brasão antigo e autoproclamação, aliados culpam inteligência artificial pelas falhas; senador segue com paradeiro incerto nos EUA.

Foto: Primeira versão da carta golpista de Flávio Bolsonaro - Reprodução · Original e licença
Em meio à repercussão negativa de uma carta golpista, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL) tentam agora transferir a responsabilidade pelas inconsistências do documento para a inteligência artificial. O parlamentar, que deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos, viu seu círculo próximo alegar que o uso do ChatGPT teria causado erros grosseiros no texto divulgado.
Segundo o jornalista Paulo Figueiredo, figura próxima ao senador e ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, a ferramenta teria sido a responsável por inserir um brasão desatualizado, datado de antes de 1967, que grafava o nome do país com a letra 'z'. Além disso, a IA foi apontada como a culpada por uma versão inicial do documento na qual Flávio se autoproclamava presidente eleito do Brasil.
Figueiredo argumentou que o processo de redação envolveu diversas mãos e que a versão final deveria tratar o senador como 'verdadeiro líder', termo que, segundo ele, 'descreve com mais precisão a situação jurídica'. Após a repercussão, novas versões do material foram compartilhadas com correções no brasão e na autodefinição do parlamentar.
Enquanto as explicações sobre o documento ganham contornos inusitados, o paradeiro de Flávio Bolsonaro permanece um mistério. Após uma fuga que incluiu passagens pela Argentina e pelo Equador, o senador chegou à Flórida na última quarta-feira (28). Uma entrevista coletiva que estava agendada para esta quinta-feira (29) foi cancelada, e não há informações confirmadas sobre sua localização atual.
Em resumo
- Aliados de Flávio Bolsonaro atribuem erros em carta golpista ao uso de inteligência artificial.
- Documento original continha brasão obsoleto e autoproclamação de cargo presidencial.
- Senador está nos EUA após trajeto por Argentina e Equador, com paradeiro incerto.
- Coletiva de imprensa que ocorreria nesta quinta-feira foi cancelada.
Fonte: Folha de S.Paulo

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