Jurista alerta que projeto bolsonarista pretendia esvaziar soberania nacional
Para o jurista Alfredo Attié, a derrota de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026 barrou uma agenda de submissão do país a interesses externos e grupos econômicos, destacando a necessidade de o governo Lula retomar o controle central do orçamento público.

Foto: Alfredo Attié Crédito: TV 247 · Original e licença
Em análise sobre o desfecho das eleições de 2026, o jurista Alfredo Attié afirmou que a proposta política encabeçada por Flávio Bolsonaro buscava transformar o Brasil em um país subordinado a potências estrangeiras. Segundo o especialista, o pleito não foi apenas uma escolha entre nomes, mas um embate direto sobre a manutenção da soberania nacional e o papel do Estado na garantia de direitos sociais.
Ao comparar a plataforma derrotada com a gestão de Javier Milei na Argentina, Attié argumentou que o plano bolsonarista visava reorganizar a estrutura estatal para atender exclusivamente a demandas do mercado financeiro e do agronegócio, em detrimento das necessidades da população brasileira. O jurista pontuou que a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva foi possível graças a uma mobilização popular que superou as expectativas de setores econômicos que apostavam na guinada à direita.
Sobre a governabilidade, Attié acredita que o resultado das urnas impõe um pragmatismo necessário a governadores e parlamentares de oposição. Contudo, o jurista enfatizou que o governo reeleito precisa agir para centralizar novamente o orçamento público, combatendo a fragmentação de recursos que, em sua visão, impede o planejamento estratégico e a execução eficiente de políticas públicas previstas na Constituição.
Em resumo: - Alfredo Attié sustenta que a candidatura de Flávio Bolsonaro representava um risco de submissão do Brasil a interesses estrangeiros. - A vitória de Lula é interpretada como uma vitória da soberania nacional contra a influência de grupos econômicos. - O jurista defende que o Executivo retome o controle total do orçamento para assegurar o cumprimento de obrigações constitucionais.
Fonte: Brasil 247

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