Série de corpos encontrados na Grande São Paulo acende alerta sobre tribunais do crime
Polícia Civil apura a morte de 20 pessoas descartadas em locais públicos na região metropolitana; promotor aponta possível retaliação de facção criminosa.

Foto: Andrea Xavier de Paula, irmã de Lucas Reali de Paula. Foto: Reprodução · Original e licença
A Região Metropolitana de São Paulo enfrenta um cenário de violência que desafia as autoridades. Em um período de um mês e meio, 20 corpos foram localizados em situações de abandono, sendo deixados em vias públicas, terrenos, córregos e até em uma ciclovia. As vítimas, muitas vezes encontradas amarradas e cobertas por sacos ou mantas, são alvo de uma investigação rigorosa da Polícia Civil.
Das 20 pessoas localizadas, 14 já tiveram suas identidades confirmadas. O perfil das vítimas chama a atenção dos investigadores: pelo menos oito delas tinham registros criminais anteriores, incluindo passagens por tráfico, roubo, homicídio, violência doméstica e porte de arma. Duas dessas pessoas haviam recuperado a liberdade recentemente. Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que três suspeitos foram detidos e dez pessoas foram identificadas por envolvimento em quatro desses homicídios.
Embora a Secretaria da Segurança Pública declare que não há provas que conectem todos os episódios a um único grupo ou autoria, a tese de que o crime organizado esteja por trás das mortes é debatida. O promotor Lincoln Gakiya explicou que o descarte dos corpos em áreas públicas pode funcionar como uma mensagem interna do submundo do crime. Segundo o promotor, essa prática seria uma forma de punir integrantes que teriam traído a facção ou estabelecido contatos com grupos rivais, servindo de aviso para outros criminosos.
Em resumo: - Vinte corpos foram encontrados em locais públicos na Grande São Paulo em um mês e meio. - A polícia identificou 14 vítimas, sendo que a maioria possuía histórico criminal. - Três prisões foram efetuadas e dez pessoas foram identificadas em relação a quatro dos casos. - O promotor Lincoln Gakiya sugere que o descarte dos corpos pode ser uma retaliação interna de facções criminosas.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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