Jato utilizado por Flávio Bolsonaro em viagem aos EUA é alvo de suspeitas internacionais
Aeronave usada pelo senador brasileiro estaria ligada a uma rede empresarial associada a um empresário argentino investigado por tráfico e lavagem de dinheiro.

Foto: Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em aeronave que, segundo reportagem do portal mexicano El Soberano, teria conexões empresariais com o círculo do argentino Federico Machado Crédito: Divulgação · Original e licença
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viu seu nome envolvido em uma nova polêmica internacional após revelações sobre a aeronave utilizada em sua viagem aos Estados Unidos. Segundo informações divulgadas pelo portal mexicano El Soberano, com base em apurações da revista Fórum, o jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, teria vínculos com uma rede empresarial ligada ao argentino Federico “Fred” Machado.
Machado é apontado por autoridades dos Estados Unidos como peça-chave em um esquema internacional de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, com supostas conexões a organizações criminosas como o Cartel de Sinaloa. A aeronave em questão é operada pela empresa Baires, que, conforme a reportagem, estaria inserida em uma teia de relações comerciais que remete ao círculo de negócios do empresário argentino.
Embora a conexão entre a operadora do jato e o investigado tenha ganhado destaque, o material jornalístico ressalta que não há, até o momento, documentos que comprovem uma relação direta entre o senador e Federico Machado. Também não foram apresentadas evidências de que o voo tenha sido financiado por recursos ilícitos ou que os passageiros tivessem conhecimento de eventuais irregularidades na estrutura da empresa.
O caso coloca sob escrutínio a complexa cadeia de propriedade e operação no setor de aviação executiva, onde a identificação do controlador efetivo de uma aeronave exige uma análise profunda de registros societários e financeiros. A controvérsia reforça a necessidade de esclarecimentos sobre quem contratou o serviço e a origem dos pagamentos realizados para o deslocamento internacional.
Em resumo
- O senador Flávio Bolsonaro utilizou um jato Gulfstream G400, operado pela empresa Baires, em viagem aos EUA.
- A operadora da aeronave é apontada como parte de uma rede ligada ao argentino Federico Machado, investigado por tráfico e lavagem de dinheiro.
- Não há provas de vínculo direto entre o senador e o empresário, nem confirmação de uso de recursos ilícitos no voo.
Fonte: Brasil 247

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