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O elo entre o bolsonarismo e o estrategista de Trump acusado de crimes sexuais

Reportagem revela que Jason Miller, aliado próximo de Donald Trump, foi o responsável por organizar a logística de saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.

Foto: Jason Miller e Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) contou com o auxílio direto de Jason Miller, um dos principais estrategistas de comunicação de Donald Trump, para deixar o Brasil após a derrota eleitoral. A informação, revelada pelo jornal americano The New York Times, expõe a profundidade dos laços entre o clã Bolsonaro e o núcleo duro do trumpismo nos Estados Unidos.

Miller, que atua como lobista e é figura central na comunicação digital de Trump, mantém uma relação estreita com lideranças bolsonaristas, incluindo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O assessor americano já participou de agendas políticas no Brasil ao lado de Jair Bolsonaro e chegou a pedir votos para o candidato do PL durante a campanha, após encontros em Washington. Além de sua atuação política, Miller é conhecido por ser o criador da rede social GETTR, plataforma voltada ao público de extrema-direita.

O estrategista, no entanto, enfrenta graves problemas na justiça americana. Em janeiro de 2025, um juiz de Nova York autorizou o prosseguimento de um processo no qual Miller é acusado de estupro e agressão sexual pela advogada A.J. Delgado, ex-porta-voz da campanha de Trump em 2016. A denúncia descreve um suposto histórico de abusos e assédio. Miller nega as acusações, alegando que a relação foi consensual, e permanece como único réu na ação após um acordo firmado entre a campanha de Trump e a denunciante.

Em resumo

  • Jason Miller organizou o jato utilizado por Flávio Bolsonaro para sair do Brasil após a derrota eleitoral.
  • O estrategista é um dos principais elos entre o bolsonarismo e o círculo político de Donald Trump.
  • Miller responde a um processo judicial em Nova York sob acusação de estupro, com o prosseguimento da ação autorizado pela justiça em 2025.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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