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Projeto de lei quer punir com até 10 anos de prisão gestores que boicotarem transporte em eleições

Deputado Arlindo Chinaglia propõe endurecimento de penas após denúncias de redução de frota de ônibus no segundo turno das eleições de 2026.

Em resposta às denúncias de restrição ao transporte público durante o segundo turno das eleições de 2026, o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) apresentou, nesta quinta-feira (29), o Projeto de Lei 5693/2026. A proposta visa criminalizar a interrupção deliberada de serviços de transporte com o objetivo de prejudicar o exercício do voto, prevendo penas que podem chegar a dez anos de reclusão para chefes do Executivo.

O texto propõe a inclusão de um novo crime no Código Penal, com punição base de três a seis anos de prisão, além de multa. A pena pode ser agravada de metade a dois terços caso o responsável seja prefeito, governador ou presidente. A medida também abrange administradores de concessionárias e servidores públicos que participarem da interrupção ou falharem em manter a circulação dos veículos conforme determinado pela Justiça Eleitoral.

A iniciativa surge após episódios críticos registrados no último domingo (25). Em São Paulo, dados da SPTrans indicaram que apenas 58,6% da frota de ônibus circulou, descumprindo ordem judicial que exigia a operação total. O caso gerou desdobramentos políticos imediatos: segundo revelado pelo ICL Notícias, a Câmara Municipal de São Paulo instalou uma comissão especial para analisar um pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Em Salvador, a situação também é alvo de investigação. A Procuradoria-Geral do Estado apresentou uma notícia-crime após a identificação de 944 ônibus parados em garagens durante o dia da votação. As administrações municipais negam que a redução do serviço tenha ocorrido por motivação eleitoral.

Em resumo

  • O PL 5693/2026 estabelece penas de até 10 anos para gestores que boicotarem o transporte público em dias de eleição.
  • A proposta prevê prisão em flagrante em caso de descumprimento de ordens judiciais de manutenção da frota.
  • A Câmara Municipal de São Paulo analisa pedido de impeachment contra Ricardo Nunes devido à baixa circulação de ônibus no pleito.
  • Em Salvador, a Procuradoria-Geral do Estado investiga a retenção de quase mil veículos em garagens.

Fonte: ICL Notícias

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