Operação Luctus mira esquema de venda de dados de mortos envolvendo policiais e concessionária em SP
Corregedoria da Polícia Civil e Prefeitura de São Paulo investigam organização criminosa que lucrava com informações sigilosas de óbitos para favorecer funerárias.

Uma força-tarefa composta pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e pela Prefeitura de São Paulo deflagrou, nesta quinta-feira (29), a segunda fase da Operação Luctus. A ação investiga uma organização criminosa suspeita de acessar e comercializar ilegalmente dados de pessoas falecidas na capital paulista para beneficiar empresas do setor funerário.
Segundo apuração dos jornalistas Rogério Pagnan e Leandro Machado, da Folhapress, o esquema contava com a participação de policiais civis, empresários e servidores municipais. O grupo teria obtido informações sigilosas de hospitais, do Sistema de Verificação de Óbitos (SVO) e do Instituto Médico Legal (IML) para abordar famílias em momento de vulnerabilidade e oferecer serviços com preços abusivos.
Entre os alvos da operação está a concessionária Velar SP, responsável pela administração de seis cemitérios municipais, incluindo o de Vila Alpina. A empresa, que integra o grupo de concessionárias escolhidas pela gestão Ricardo Nunes (MDB) em 2023, afirmou em nota que repudia práticas ilícitas e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A operação cumpre 21 mandados de busca e apreensão em São Paulo e cidades da região metropolitana, como Embu das Artes e Diadema. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos telefônico e telemático dos investigados. Entre os alvos está o policial civil Paulo Henrique Pierini Guimarães, que, segundo registros da junta comercial, é sócio de um diretor da Velar SP em uma empresa de gestão patrimonial.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a investigação teve origem a partir de um pedido do próprio Executivo municipal, visando identificar vulnerabilidades e garantir a integridade da administração pública.
Em resumo
- A Operação Luctus investiga a venda ilegal de dados de mortos para funerárias em São Paulo.
- O esquema envolve policiais civis, servidores da prefeitura e a concessionária Velar SP.
- A Justiça autorizou a quebra de sigilos e buscas em 21 endereços na capital e região metropolitana.
- A investigação busca apurar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e acesso indevido a informações sigilosas.
Fonte: ICL Notícias

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.