Mistério no ar: quem pagou os US$ 150 mil pelo jato que levou Flávio Bolsonaro aos EUA?
O senador Flávio Bolsonaro deixou o Brasil em um voo particular custeado por um intermediário nos EUA, logo após ordem judicial para entrega de passaportes.

Foto: Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami nesta quarta-feira (28), menos de 42 horas depois de afirmar que não pretendia deixar o Brasil Crédito: Reprodução/YouTube · Original e licença
A saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo à Flórida, nos Estados Unidos, ganhou contornos de mistério financeiro. O voo particular, que custou US$ 150 mil — cerca de R$ 800 mil —, foi pago por um intermediário do setor aeronáutico radicado em solo americano, segundo revelou Luis Grande, proprietário da empresa Baires Fly, responsável pelo transporte.
Em entrevista à agência AFP, o empresário argentino detalhou que o pagamento foi efetuado via transferência bancária de uma conta empresarial nos EUA para uma instituição na Argentina. Grande afirmou que o responsável pela transação é um broker com dupla cidadania que atua no mercado de aviação privada há uma década, mas manteve a identidade do pagador sob sigilo. O dono da aeronave ressaltou que não teve contato direto com o contratante final do serviço.
A logística da viagem também envolve figuras próximas ao ex-presidente Donald Trump. Conforme apuração do jornal The New York Times, o assessor Jason Miller teria atuado na organização do transporte, embora não tenha sido confirmado se ele foi o responsável pelo desembolso financeiro identificado pela Baires Fly.
O deslocamento de Flávio Bolsonaro ocorreu na noite de terça-feira (27), logo após uma determinação judicial que exigia a entrega de seus passaportes em meio a investigações sobre lavagem de dinheiro. O senador, que não reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no pleito do último domingo (25), declarou que pretende articular a oposição ao governo brasileiro a partir do exterior.
Em resumo
- O voo particular de Flávio Bolsonaro para os EUA custou US$ 150 mil, pagos por um intermediário residente nos Estados Unidos.
- O proprietário da empresa aérea confirmou o pagamento, mas não revelou a identidade do contratante final.
- O jornal The New York Times apontou o envolvimento de Jason Miller, assessor de Trump, na organização do transporte.
- A viagem aconteceu após ordem judicial para que o senador entregasse seus passaportes devido a investigações em curso.
Fonte: Brasil 247

O que você acha desta notícia?
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião.