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Dono de jato revela que fuga de Flávio Bolsonaro foi paga por intermediário nos EUA

Empresário argentino detalha pagamento de US$ 150 mil por voo que levou o senador, proibido de sair do Brasil, para Miami.

Foto: Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e candidato derrotado nas eleições presidenciais, desembarca em Miami, nos EUA, com a família após ser proibido de sair do Brasil - Eva Marie Uzcategui - 28.out.26/Reuters · Original e licença

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil em uma operação logística que envolveu pagamentos realizados a partir dos Estados Unidos. Segundo Luis Grande, proprietário da empresa Baires Fly, responsável pelo jato que transportou o parlamentar e sua família para Miami, o voo foi contratado por um intermediário do setor aeronáutico.

Em entrevista à agência AFP, o empresário argentino afirmou que o serviço custou US$ 150 mil, cerca de R$ 800 mil, transferidos por meio de uma conta bancária americana. Grande declarou que não conhece a identidade do contratante final, apenas do intermediário, com quem mantém relação profissional há uma década. Veículos como o The New York Times e o The Wall Street Journal apontaram Jason Miller, assessor de Donald Trump, como o possível responsável pela contratação, embora a Casa Branca não tenha se manifestado.

A saída de Flávio Bolsonaro ocorreu na madrugada da última quarta-feira (28), partindo de Puerto Iguazú, na Argentina. O senador, que é alvo de inquéritos por lavagem de dinheiro, estava sob proibição judicial de deixar o território nacional e teve seus passaportes brasileiros cancelados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Para cruzar a fronteira, o parlamentar utilizou um passaporte italiano, evitando os postos de controle brasileiros.

A empresa Baires Fly, que operou o voo, também é citada em investigações sobre lavagem de dinheiro envolvendo contratos públicos na Argentina, um caso que gerou desgaste ao governo de Javier Milei em 2025. Enquanto isso, o Palácio do Planalto mantém cautela, avaliando que uma intervenção direta do presidente Lula na situação poderia gerar uma crise diplomática desnecessária com os Estados Unidos.

Em resumo

  • Flávio Bolsonaro fugiu para Miami em um jato particular após ter seus passaportes brasileiros cancelados pelo STF.
  • O dono da empresa aérea afirmou que o voo de US$ 150 mil foi pago por um intermediário via conta nos EUA.
  • O senador utilizou um passaporte italiano para cruzar a fronteira terrestre entre Brasil e Argentina.

Fonte: Folha de S.Paulo

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