Política

Racha no PL: ala pragmática busca acordo com Hugo Motta enquanto radicais resistem

O Partido Liberal vive um impasse interno sobre a sucessão na Câmara, equilibrando a necessidade de cargos estratégicos com a rejeição ideológica ao governo Lula.

Foto: Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto Crédito: Marcello Casal Jr / Agência Brasil · Original e licença

O Partido Liberal (PL) vive um momento de forte tensão interna diante da sucessão na presidência da Câmara dos Deputados. A legenda, que detém a maior bancada da Casa, está dividida entre a estratégia pragmática defendida pela cúpula partidária e a resistência de parlamentares que rejeitam qualquer aproximação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo informações divulgadas pela jornalista Isabel Mega, da CNN Brasil, a direção do partido, sob o comando de Valdemar Costa Neto, avalia que o isolamento político seria prejudicial. O objetivo é negociar com o atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para garantir espaços estratégicos, como a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), cobiçada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL).

Apesar da articulação da cúpula, o cenário é complexo. Setores mais radicais da bancada se recusam a apoiar Motta devido ao alinhamento do parlamentar com o governo federal. Além disso, o PT impõe uma barreira adicional: a legenda petista ameaça romper com o bloco de Motta caso o presidente da Câmara formalize qualquer acordo que inclua o PL.

As incertezas também atingem a organização interna da sigla. Interlocutores apontam que a permanência de Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) na liderança da bancada em 2027 está sob análise, já que Motta tem demonstrado preferência por dialogar com outros nomes, como o vice-presidente da Casa, Altineu Cortes (PL-RJ). Uma reunião de bancada está agendada para a próxima terça-feira (3) para tentar definir os rumos da legenda.

Em resumo

  • O PL busca negociar cargos e comissões com Hugo Motta para evitar o isolamento político na Câmara.
  • Setores radicais do partido resistem ao apoio a Motta por sua proximidade com o governo Lula.
  • O PT ameaça deixar o bloco de Motta caso o PL seja incluído nas negociações.
  • A disputa interna envolve o controle da CCJ e a definição da liderança da bancada para 2027.

Fonte: Brasil 247

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