Rubio nega auxílio na fuga de Flávio Bolsonaro, mas admite aval de Trump para entrada nos EUA
Secretário de Estado americano confirma que Donald Trump autorizou a entrada de Flávio Bolsonaro no país, embora negue envolvimento direto na saída do senador do Brasil.

Foto: O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desembarcando de jatinho usado para fugir do Brasil para os EUA. Foto: Ricardo Arduengo/AFP · Original e licença
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) qualquer participação direta do governo americano na saída de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil. Durante coletiva no G20, em Atlanta, Rubio afirmou que o governo dos EUA não esteve envolvido nas movimentações do senador, mas confirmou que Donald Trump autorizou pessoalmente a entrada de Flávio no país por meio de um mecanismo de permanência temporária, conhecido como 'parole'.
A declaração de Rubio surge em meio a um cenário de incertezas sobre a logística da viagem. Enquanto o empresário Simón Levy apontou Rubio como articulador da operação, reportagem do The New York Times indicou que Jason Miller, da Casa Branca, teria providenciado o jato utilizado pela família. Até o momento, fontes do governo Trump indicam que não há planos de endossar as pretensões políticas de Flávio, que se autointitula 'líder do Brasil' após contestar, sem provas, a vitória de Lula nas eleições de 25 de outubro.
A postura de Flávio Bolsonaro também enfrenta obstáculos internos. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou a carta em que o senador questiona o pleito, e a maioria dos parlamentares eleitos pela legenda evitou endossar o documento. Paralelamente, 25 deputados democratas nos EUA exigiram explicações de Rubio sobre a atuação do governo americano no caso, estabelecendo o dia 13 de novembro como prazo para respostas.
Em resumo
- Marco Rubio negou envolvimento direto dos EUA na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil.
- Donald Trump autorizou a entrada do senador em solo americano via 'parole'.
- Flávio Bolsonaro contesta o resultado das eleições de 2026 e enfrenta resistência dentro do próprio PL.
- Deputados democratas americanos cobraram esclarecimentos oficiais sobre a operação.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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