Ator que interpreta Bolsonaro em filme investigado dispara críticas ao Brasil
Jim Caviezel, protagonista de produção sobre Jair Bolsonaro, alega sem provas que o país vive sob o comunismo enquanto o filme é alvo da Polícia Federal.

Foto: Jim Caviezel como Jair Bolsonaro, em “Dark Horse”. Foto: Divulgação/Go Up Entertainment · Original e licença
O ator estadunidense Jim Caviezel, escalado para interpretar Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse', utilizou uma entrevista recente para atacar a situação política brasileira. Em conversa com o canal 'Nino’s Corner', publicada na última sexta-feira (30), o artista afirmou que o comunismo teria tomado conta do Brasil, alegando, sem apresentar evidências ou exemplos concretos, que direitos e liberdades civis estariam sendo suprimidos no país.
Durante a entrevista, Caviezel também direcionou críticas ao sistema financeiro internacional, mencionando instituições como o FMI e o Banco Central Europeu ao sustentar a tese de que os cidadãos teriam perdido o controle sobre os Estados Unidos. Sobre o longa-metragem que protagoniza, o ator limitou-se a dizer que o lançamento ocorrerá no momento oportuno, sem definir uma data.
A produção de 'Dark Horse', dirigida por Cyrus Nowrasteh, é atualmente objeto de uma investigação da Polícia Federal. O inquérito apura o financiamento do projeto com recursos do empresário Daniel Vorcaro e investiga possíveis negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que nega qualquer irregularidade.
Documentos analisados pela PF incluem uma planilha orçamentária que prevê o valor de US$ 4 milhões para o protagonista da obra. O registro, contudo, não nomeia Caviezel e trata-se de uma estimativa de custos, não havendo comprovação documental de que o montante tenha sido efetivamente pago ao ator.
Em resumo
- Jim Caviezel afirmou, sem provas, que o Brasil está sob regime comunista.
- O filme 'Dark Horse', estrelado pelo ator, é investigado pela Polícia Federal.
- A PF apura o financiamento da obra e o possível envolvimento do senador Flávio Bolsonaro.
- Planilha da investigação prevê US$ 4 milhões para o papel principal, mas não confirma pagamentos.
Fonte: Diário do Centro do Mundo

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